Ansiedade infantil

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Muitas crianças sofrem de quadros de ansiedade e precisam de ajuda profissional

A ansiedade não é algo exclusivo dos adultos e acomete crianças de todas as idades. Os motivos são inúmeros, podendo ser desencadeados por questões de baixa complexidade até por associação de doenças. É uma das patologias psiquiátricas cada vez mais presentes na infância, ficando atrás apenas para quadros de Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de conduta. Vale dizer ainda, que pais ansiosos terão filhos também com o mesmo padrão.

As primeiras experiências de ansiedade ocorrem ainda na primeira infância, quando experimentam momentos de separação dos pais (escola), fobias pontuais (medo de pets, elevador, escuro), fobias sociais (contato com outras pessoas além dos familiares) e transtornos de pânico (vivência de situações marcantes e negativas como discussões dos pais, violência doméstica, afogamentos, situações de risco – assalto, doença, morte, etc.). Ao longo de suas vidas, as crianças vão experimentar diferentes momentos que podem ocasionar situações de estresse e deixá-las ansiosas. Faz parte do amadurecimento, mas não pode ser considerada comum quando começa afetar a rotina, as relações com as pessoas e as atividades na escola. Geralmente, as crianças apresentam sinais e os pais notam algumas diferenças.

Outro fator importante e presente nas gerações pós-internet é a conexão com o mundo através das telas – celular, tablet, e computadores –, que oferecem conteúdos diversos, com e sem qualidade, e ao mesmo tempo promovem um super estímulo dos sentidos por meio de tecnologias que ditam o ritmo dos dias, trabalhos e das relações. As crianças já dominam estas ferramentas antes mesmo dos dentes de leite nascerem ou saberem ler. Com tudo isso, somado a falta de atividade física, contato com a natureza e momentos de relaxamento, é natural as crianças preconizarem quadros ansiosos.

Para diagnosticar se a criança sofre ou não de ansiedade, é importante levar em conta algumas mudanças no cotidiano e buscar ajuda de profissionais, iniciando a consulta com a pediatra de rotina e, depois se necessário de psicólogos e até psiquiatras. Em geral, os tratamentos são baseados em terapia cognitivo-comportamental para ensinar a criança a lidar com seus sentimentos, medos e anseios de maneira mais equilibrada, promovendo autoconfiança, segurança para lidar com os desafios do dia a dia e melhorar sua relação com o mundo e as pessoas.

Como dica para amenizar os estímulos externos e potencialmente gatilhos para ansiedade, controle o uso de tecnologia e promova mais ações e brincadeiras no meio ambiente (parques, praças, quintal de casa, parquinho do prédio). Desta maneira, a criança terá contato com outros elementos e pode vivenciar experiências positivas que serão lembradas sempre.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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