Caxumba

caxumba

Comum no inverno, também pode ser transmitida no outono e afetar homens e mulheres

Não é novidade que no outono é comum as crianças e adultos sofrem com doenças infectocontagiosas e, também, os prontos-socorros ficarem mais cheios por conta disto. Entre as doenças de maior incidência nos períodos mais secos e frios está a caxumba, que tem seu ápice no inverno, porém já começa a se manifestar desde já.

Diferente do que se pensa no dito popular, a caxumba não é uma doença exclusivamente masculina e também atinge as mulheres e crianças de todas as idades. E os sintomas não se limita apenas no inchaço do pescoço. No texto de hoje pretendo esclarecer mais sobre este tema e desmistificar quaisquer dúvidas das pessoas.

O que é a Caxumba:

Embora a doença seja mais comum na infância, em especial nos meses de inverno e início da primavera, ela também pode acometer adultos e de ambos os sexos. Caracterizada pela inflamação das glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais – todas localizadas entre a região do pescoço e maxilar – é causada pelo vírus da família Paramyxovirus.

Transmissão:

O tempo de incubação da doença é variável entre 14 e 25 dias e a transmissão pode acontecer a partir do segundo e nono dia após o contágio, que se dá pelo contato direto com gotículas de saliva e ou pertences de pessoas infectadas, igualmente ao de outras doenças de trato infeccioso. Em geral, pode acontecer em ambientes fechados e com pouca circulação de ar, típico de estações como outono, inverno e início de primavera.

Não é comum a pessoa que foi infectada uma vez manifestar a doença pela segunda vez, pois adquire imunidade ao vírus. No entanto, se a infecção acontecer apenas de um lado, pode se manifestar do outro em um novo momento.

Sintomas:

Os sintomas podem ser confundidos inicialmente com outras doenças por apresentar, por exemplo, dores musculares, calafrios, febre e fraqueza. Posteriormente, acontece dificuldade em mastigar ou engolir, com inchaço na região do pescoço ou papada, como é conhecido popularmente.

Os sintomas têm duração entre 5 e 7 dias, sendo necessário o acompanhamento médico, especialmente quando evolui para os testículos (homens) e ovários (mulheres) causando infertilidade. Ainda, em alguns pacientes pode evoluir para outras enfermidades como pancreatite, meningite asséptica, neurite e surdez.

Tratamento:

O tratamento é feito com medicação para aliviar os sintomas, como medida paliativa, já que não existe algo de fato recomendado para combater a doença. Recomenda-se repouso por sete ou mais dias até que o enfermo esteja sem sintomas ou dor.  Torna-se essencial o acompanhamento do médico, especialmente para as crianças.

Uma das maneiras mais eficazes de evitar o contágio é a vacina, disponibilizada na rede pública dentro do calendário básico de vacinação, inclusa na dose tríplice viral, sendo a primeira dose aplicada aos doze meses de vida do bebê e depois entre 4 e 6 anos. Pessoas que não tomaram na infância ou adolescência, assim como os pacientes imunodeprimidos e mulheres gestantes podem tomar na fase adulta. Por tal, é importante sempre manter as vacinas em dia.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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