Saiba mais sobre crupe viral e bacteriana

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A crupe viral ou bacteriana é uma doença comum da infância e possui sintomas parecidos com de outras doenças respiratórias como a gripe ou resfriado. Conhecida também como Laringotraqueobronquite viral ou bacteriana, acomete crianças entre 6 meses e 7 anos de idade, com maior incidência aos 18 meses. A transmissão se dá pelos vírus Rinovírus, Adenovírus, Parainfluenza (tipo 1, 2 e 3), Enterovírus, Vírus do Sarampo, Mycoplasma pneumoniae, Influenza A e B, e o vírus respiratório sincicial (VRS). As infecções são mais suscetíveis no outono e inverno, mas podem ocorrer também no verão e primavera.

A Crupe viral ou bacteriana pode comprometer as vias aéreas superiores e inferiores, com quadros de tosse, dificuldade de respirar e rouquidão. Como em outras doenças respiratórias, os sintomas são mais intensos a noite e o contágio pode ser pelo ar, gotículas de saliva (espirro e tosse) ou objetos infectados.  A doença causa inflamação na laringe, brônquios, bronquíolos, traqueia e parênquima pulmonar provocando desconforto respiratório e tende durar cerca de 3 ou 4 dias, melhorando espontaneamente. Entre os primeiros sintomas, pode apresentar febre baixa, tosse leve e nariz escorrendo (coriza). Nos casos mais graves com persistência ou agravamento da insuficiência respiratória, fadiga, taquicardia, cianose ou hipoxemia e desidratação é importante o acompanhamento médico e hospitalar.

É importante os pais observaram os sintomas e identificar as condições gerais de saúde das crianças, assim como evitar automedicação e, quando presenciarem quadros moderados à graves de falta de ar e outros sintomas, procure ajuda medica para diagnóstico e tratamento correto com ou sem o uso de antibióticos. Ainda, é necessário manter os ambientes limpos e com as janelas abertas para renovação do ar.  Caso sua criança apresentou algum sintoma diferente de síndrome respiratória nos últimos dias, converse com a sua médica de rotina – pediatra ou pneumologista – para receber orientações e dicas de evitar novas crises respiratórias.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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