Uso de Repelentes Infantis

É comum nos depararmos com mosquitos e insetos variados como , por exemplo, pernilongos, formigas, baratas, abelhas, moscas, cupins, pulgas e mosquitos (várias espécies) que requerem atenção e cuidados de higiene e contaminação nos ambientes e transmissão de doenças.

E a única maneira de evitá-los é a prevenção, com ambientes limpos, arejados, objetos e brinquedos organizados para evitar “moradia” de insetos. Se possível, coloque telas nas janelas e nas portas, mantenha os ralos e privadas tampadas, assim como evite o acúmulo de água no box, pia do banheiro, cozinha, tanque e em recipientes espalhados no quintal (garrafas, tampinhas, brinquedos, etc.).

Outro cuidado importante para minimizar os riscos é usar produtos específicos que ajudam manter as pragas longe das crianças e de toda a família. Um deles é o repelente de uso tópico, aplicado diretamente na pele (pomada, gel ou spray), porém, não pode ser qualquer um. Devemos respeitar as indicações de faixa etária e tipo de pele conforme indicada nos rótulos.

1ª dica importante:

Antes de sair comprando o produto da moda ou àquele que a sua amiga, tia ou vizinha usou e achou que funcionou, leve em consideração que cada criança é única e pode apresentar reações alérgicas de algum componente da fórmula. O ideal é falar com o pediatra (em consulta presencial) para que você receba orientações sobre os diferentes princípios ativos e dicas de como aplicar.

Como usar:

Muitos pediatras indicam o uso de produtos repelentes em crianças a partir dos seis meses de idade, especialmente porque a pele da criança ainda é muito sensível e pode (facilmente) ter reações alérgicas e tóxicas. Fale com a sua médica sobre os locais que costuma frequentar, bem como a sua moradia e “visitantes” inesperados para saber quais as melhores opções de produtos que garantam a segurança de saúde e afaste os intrusos.

Como escolher:

Existem inúmeras marcas e produtos que garantem eficiência e segurança para evitar picadas e alergias, mas nem sempre funcionam igual para todas as pessoas. Certifique-se que o produto pode ser usado em determinadas faixas etárias e tipos de pele, pois há diferenças entre os princípios ativos comuns indicados.

Conheça os principais insetos vetores de doenças:

Mosquitos – existem muitas espécies espalhadas pelo Brasil, entre algumas muriçocas, borrachudos e pernilongos. Além da coceira insuportável (principalmente nas crianças), podem provocar doenças gravas como leishmaniose, malária, filariose (elefantíase), difteria, febre paratifoide e himenolepíase.

Mosquito Aedes Aegypti – transmite dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya e somente a fêmea pica e ela precisa do sangue para que os seus ovos possam se desenvolver e as larvas crescerem até tornarem-se mosquitos.

Moscas – se alimentam de matéria orgânica como, por exemplo, comida (evite deixar panelas, pratos e alimentos expostos) e lixo (mantenha latas, sacos plásticos e recipientes que armazenam restos de alimentos bem fechados e limpos a descarte).  Entre as doenças, transmite disenteria, cólera, amebíase, poliomielite, giardíase, tuberculose, febre tifoide e paratifoide.

Formigas são várias espécies que convivem com os seres humanos e podem transmitir bactérias, protozoários, fungos e vírus. Também, são responsáveis por doenças patogênicas (que causam a infecção hospitalar), amebíase e giardíase.

Baratas (alemã – Blattella germânica, e a de esgoto – Periplaneta americana)  são comuns nos perímetros urbanos e carregam doenças como hepatite A (por meio de contato em objetos, alimentos e água), febre tifoide que é causada pela Salmonellatyph (transmitida também por meio de alimentos e água contaminada, além de um beijo do bichinho), tuberculose, conjuntivites, infecções urinárias, lepra e pneumonia, por isso é sempre bom ficar atento em proteger os alimentos.

Para todos esses insetos e bichos comuns no meio ambiente e urbano, além de limpeza (pessoal e de ambientes) e cuidados diários para evitar o contato, podemos utilizar repelentes. Mas, lembre-se, evite, principalmente, o uso de aerossol na presença das crianças e quando aplicá-los, mantenha-as longe por cerca de 1 ou 2 horas até o cheiro forte sumir. Opte por recomendações ofertadas pela pediatra, que saberá adequar o melhor modelo ou produto de acordo com a idade e estilo de vida da família.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435

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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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