Basta um segundo de descuido e, pronto, o acidente acontece! Infelizmente, vale reforçar que todo cuidado é pouco quando o assunto é criança, pois elas ainda não possuem discernimento sobre o perigo, o certo ou errado durante as brincadeiras.
A queda e suas intercorrências são um dos principais motivos de atendimento e internação nos hospitais infantis de todo o país. Acontecem com bebês recém-nascidos até crianças em fase pré-adolescentes, com sequelas perigosas e até possíveis óbitos. Só de imaginar, causa arrepios em todos nós. Por isso é importante evidenciar alguns possíveis motivos comuns que promovem quedas em crianças no cotidiano.
Principais locais de queda:
– Cama dos pais: embora pareça um local aconchegante e “grande” para deixar a criança dormir ou brincar – mesmo para bebês que ainda não aprenderam a se virar ou rolar com o corpinho – é importante sempre ter alguém ao lado e acordado cuidando da segurança da criança.
– Berços e mini camas: se não tiverem as proteções recomendadas como grades adequadas e indicadas para cada faixa etária, podem ocorrer acidentes e quedas com riscos para as crianças.
– Beliches: a grande maioria das crianças adora altura e ficar na cama superior do beliche pode ser um troféu ou mesmo demonstração de coragem. Cuidado e segurança em primeiro lugar! Não permita que brinquem ou pulem da parte superior do beliche, assim como certifique-se de o móvel ter grades apropriadas para garantir que, ao dormirem, não corram o risco de cair.
– Sofás: em algumas casas o sofá fica próximo a parede e, em outras, serve para dividir ambientes. Em ambos, é importante evitar deixar as crianças, inclusive recém-nascidos e bebês, dormirem sem a supervisão de adultos. Evitar a aproximação do móvel em janelas é outra medida de segurança indispensável.
– Cadeiras, cadeirões de alimentação e mesas: também são comuns em ocorrência de quedas. Evite deixar a criança sozinha, mesmo que por segundos para pegar um item ou mesmo alimentos. Como dica, prepare tudo antes e certifique-se sobre os cintos de segurança para garantir momentos de alegria e não de tensão.
– Janelas: vale lembrar que janelas são chamariz para as crianças – seja para ver o que há do lado de fora, para sentir o ventinho no rosto ou mesmo sem motivos aparentes. O mais importante é garantir a segurança delas e não importa a moradia – casa ou apartamento. Ter grades ou redes de segurança é a primeira e mais importante dica. Evitar móveis próximos as janelas é a segunda super dica. E orientar as crianças sobre os riscos e perigos também vale. Com o tempo ela aprenderá que se trata de um local não apropriado para ela e arriscado.
– No banho: é comum os pais quererem tomar banho com os filhos, ainda mais quando são bebês. Vale lembrar que banho junto – com o papai, a mamãe ou outras pessoas –, no chuveiro ou banheira, é sempre perigoso. A água e o sabão proporcionam pele lisa e fica difícil segurar a criança, evitando a queda.
– Móveis: proteja as pontas dos móveis e evite deixar acesso para que as crianças subam neles, como estantes, criado-mudo, mesas e cadeiras. Se possível, mantenhas os locais de maior perigo longe do alcance das crianças.
– Escadas: são perigosas para as crianças e basta um desequilíbrio para que um acidente ocorra. Utilize cercadinhos, portões adaptados e grades de proteção para evitar possíveis quedas.
Riscos:
O problema em cair vai além dos machucados que podem acontecer com as crianças como, por exemplo, cortes, fraturas, perda de dentes ou contusões e, até mesmo, hemorragias (externas e internas), comprometimento de órgãos internos, traumas na região da cabeça (rosto, crânio e cérebro), do tórax, abdômen e membros.
O que fazer quando acontece uma queda:
Manter a calma é a principal dica, pois se o adulto se descontrola a criança entra em pânico e só piora a situação. Depois, verifique a gravidade da lesão e ligue para o pediatra de rotina e siga as orientações dele sobre os primeiros cuidados e procedimentos posteriores. Caso seja uma queda significativa, que envolva desmaio, grandes lesões, fraturas expostas, e até risco de morte, ligue para a emergência e siga as orientações do profissional do outro lado da linha – se devem levar a criança para o pronto atendimento ou aguardar a chegada de uma ambulância com médicos e enfermeiros para atendimento ainda no local. Vale dizer que no primeiro instante após a queda, os pais e ou cuidadores devem avaliar as condições gerais da criança e a partir da gravidade ou não, seguirem as dicas acima.
Cuidados diários:
Além de todos os cuidados já mencionados, também, é bom evitar tapetes nos locais de passagem e ou brincadeiras das crianças, pois eles são propícios aos tropeções e consequentemente a quedas
No carro, nunca carregue a criança no colo, sem o cinto de segurança ou cadeirinha adequada para a idade. No banheiro, evite deixar a criança sozinha. Use tapetes adequados para evitar escorregões e garantir a segurança.
Sempre tenha alguém responsável pela segurança das crianças!
Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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