Febre Amarela

Você sabia que existem dois tipos de febre amarela e ambas são passadas para humanos. Mas, felizmente, aqui no Brasil, uma delas já está erradicada e sem registros há muito tempo!

Saiba mais:


Febre amarela urbana –
 transmite o vírus flavivírus e é caracterizada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, Chicungunha e Zika Vírus. Desde 1942 não há registro deste tipo de doença no Brasil.


Febre amarela Silvestre – também transmite o vírus flavivírus, mas o mosquito se contamina originalmente com a primeira picada em primatas não-humanos (macacos) que vivem em florestas tropicais. Os vetores são as fêmeas dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas e na beira dos rios.0


Conheça como se dá a transmissão:     

Vale ressaltar que a transmissão da febre amarela não ocorre de pessoa para pessoa e sim quando um mosquito pica uma pessoa e ou um primata (macaco) infectado e depois pica outra pessoa saudável. 

Sobre a Vacina:

 A vacina é a maneira mais segura de evitar o contágio do vírus da família dos Flavivírus, que atinge humanos e outros vertebrados, e é constituída da cepa 17D, com vírus vivos atenuados, que imunizam e protegem. Sua ação tem poder proteção após dez dias de sua aplicação e está disponível na rede pública e particular para crianças a partir de nove meses de vida. 


Vale lembrar que não é recomendada para gestantes, mulheres amamentando, crianças antes dos 9 meses, pessoas imunodeprimidas, como pacientes com câncer, e maiores de 60 anos.

Desde abril de 2017, a vacina passou a ser dose única e válida para a vida toda. Essa determinação foi adotada pelo Ministério da Saúde após recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Conheça os sintomas e evolução da doença:

Os sintomas e a evolução da doença, ocorre entre três a seis dias após a picada do mosquito infectado. Por se tratar de uma doença viral aguda, as pessoas infectadas, em geral, além dos sintomas clássicos como febre, mal-estar, vômito, diarreia e calafrios, podem apresentar icterícia (pele amarelada), perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas, hemorragias, anúria (comprometimento dos rins), hepatite, coma hepático e problemas cardíacos que podem levar ao óbito.

Conheça como se dá o diagnóstico e tratamento:        

Como a doença apresenta sintomas similares ao de outras, é ideal que seja feito um exame laboratorial para o diagnóstico correto. Em regiões com surtos, é importante recorrer ao posto médico ou hospital logo que os primeiros sintomas aparecerem para evitar epidemias ainda maiores. O tratamento requer atenção médica e suporte em hospital para que o quadro não evolua com gravidade. Embora não existam remédios específicos para aliviar e tratar os sintomas, nos casos graves é realizado diálise e transfusão de sangue. Vale dizer que é importante manter a hidratação e evitar o uso de antitérmicos com ácido acetilsalicílico.


Recomendações importantes:

Ao menor sintoma sintoma da doença, procure um posto de saúde e relate ao médico os sintomas manifestantes.

Se você vai viajar ou visitar regiões com possíveis surtos ou casos de febre amarela, é importante vacinar-se com pelo menos dez dias de antecedência.

O uso de repelentes é indicado, desde que atenda a faixa etária e recomendações do médico – para crianças, fale sempre com o pediatra antes de aplicar (para evitar alergias).

Mantenha a caderneta de vacinação em dia e vá ao posto de saúde se prevenir se você mora nas regiões indicadas.

A utilização de roupas com magas e pernas compridas ajudam a evitar picadas.

Evitar os locais com suspeita de mosquitos transmissores é importante para a própria saúde e de outras pessoas.

Mantenha os locais propícios ao acúmulo de água sempre limpos, livres de lixo, entulho e água. Desta maneira o mosquito transmissor não se reproduz. 

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435

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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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