Pneumonia Infantil

Após ao início de sintomas, é importante a aplicação de tratamento já nas primeiras 48 horas

A pneumonia é uma doença inflamatória que pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos e ou parasitas no pulmão e afeta os alvéolos (sacos de ar microscópicos). Para você entender melhor, temos milhões de alvéolos no pulmão, que compõem as estruturas estéreis, livres de quaisquer microrganismos causadores de doenças.

Os principais agentes de contágio da pneumonia são os Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, microplasma, clamídia e Hemophilus.

Como acontece o contágio:

A pneumonia não é transmitida de pessoa para pessoa e pode acontecer por diversos fatores ligados ao indivíduo como, por exemplo, doenças crônicas, baixa imunidade, acamados e ou hospitalizados por longos períodos. Também, por sequelas de doenças como tuberculose, bronquiectasias e fibrose cística.

Existe também o risco de pneumonia por aspiração, quando a criança aspira o próprio vômito permitindo a entrada de líquidos e bactérias no pulmão. Isso pode ocorrer com bebês que ainda não sabem tossir, engolir a saliva ou expelir secreções, como também, com crianças acamadas e inconscientes. Em geral, uma pessoa doente com pneumonia não precisa ficar isolada de outras saudáveis.

Conheça os sintomas mais comuns:

Geralmente, os sintomas se confundem com outras doenças do trato respiratório como, por exemplo, gripes e resfriados. Nas crianças, quando não tratadas adequadamente pode deixar sequelas importantes e, em casos crônicos, levar ao óbito.

Entre os desconfortos comuns os pacientes apresentam quadros de febre alta (acima de 38,5º), dificuldade em respirar, falta de ar, confusão mental, mal-estar, dor no peito, tosse e secreção purulenta (esverdeada), falta de apetite e procrastinação (a criança fica sem vontade de brincar e ou fazer outras atividades). Em média os sintomas de pneumonia se apresentam em até 72 horas após o início de infecção, caracterizando o quadro e a necessidade de intervenção medicamentosa.

Idades mais sensíveis ao desenvolvimento:

Crianças menores de cinco anos são as mais propensas e sensíveis para desenvolver quadros de pneumonia, mas a enfermidade pode ocorrer em diferentes faixas etárias, inclusive em idosos e pessoas jovens e adultos com baixa imunidade, por exemplo.

Saiba como é feito o diagnóstico e tratamento:

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico, solicitação de Raio X e observação dos sintomas (tosse, chiado, secreção e febre). Há casos de necessidade de exames específicos como de sangue e análise do muco. Somente o médico será capaz de identificar as causas e o melhor tratamento para quadros de pneumonia, assim como a conduta de exames, procedimentos e até internações, quando necessárias.

Em geral, o tratamento se dá no ambiente familiar, sem a necessidade de internações (somente para casos mais graves associados com outras enfermidades). Lembre-se: siga corretamente as orientações do pediatra e nunca finalize o tratamento antes da data prevista recomendada pelo médico, tão pouco aumente as doses ou acrescente receitas de terceiros (incluindo as chamadas de “naturais” com ervas ou produtos sem origem).

Sobre a vacinação:

Na rede pública e particular estão disponíveis vacinas anti-pneumocócicas para menores de 2 anos de idade. Além destas, também, é importante manter o calendário vacinal em dia para evitar o contágio de outras doenças e bactérias. Fale com a sua pediatra para saber quais são as vacinas e períodos de aplicação para as crianças.

Dicas:

– Mantenha alimentação saudável e dê preferência para alimentos orgânicos e não industrializados.

– Ofereça muita água e hidrate a criança ao longo do dia.

– Ao primeiro sinal de doença respiratória, fale com o pediatra de costume. Em emergências, procure o pronto atendimento infantil para o diagnóstico correto da criança.

– Mantenha a criança em repouso, se estiver doente.

– Nunca automedique a criança, isso pode colocar a vida e saúde dela em risco e favorecer o aparecimento de superbactérias.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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