Muitos pais quase “enlouquecem” nos primeiros meses de vida de seus filhos por conta
do choro excessivo e ficam sem saber o que fazer para amenizar os possíveis problemas
Geralmente quando os pais levam seus filhos nas consultas com a (o) pediatra chegam lá com muitas dúvidas. Uma delas, considerada como recorrente e que desperta a ansiedade deles, está relacionada ao choro dos bebês e os seus motivos não identificados.
O choro é uma maneira de comunicação entre a criança e seus cuidadores. Ele indica quando o bebê está com fome, frio, calor, cólica ou algo lhe incomoda, por exemplo. É comum nos três primeiros meses de vida do lactante e podem durar por algumas horas. Mas, quando se apresenta de maneira excessiva, com quadros recorrentes durante o dia e ou a noite, por dias seguidos, é bom investigar quais são os reais motivos da aflição.
Podemos classificar os motivos do choro em três categorias: a primeira considerada normal/fisiológico; a segunda como excessivo, secundário a um desconforto ou doença; e por último, a terceira como sem uma causa aparente, podendo ser classificadas como cólicas. Em todas as situações, sempre é importante a avaliação do pediatra para indicar o melhor tratamento.
As causas mais comuns de choro excessivo podem ser:
– Cólicas: acontece sem motivo aparente e em bebês saudáveis, com ganho de peso normal;
– Infecções: otite média, infecção urinária e meningite;
– Gastrointestinais: refluxo, constipação, intolerância a lactose ou alergia ao leite de vaca;
– Comportamental/ Interacional: estimulação excessiva, falta de rotina, distúrbio do vínculo afetivo;
– Reações a drogas: reações a vacinas, as drogas que foram usadas na gestação (narcóticos);
– Violência/ abuso: fraturas de ossos longos, hemorragia ocular e hemorragia intracraniana;
– Hematológico: crise hemolítica;
– anemia falciforme;
– Cardiovascular: taquiarritmia, insuficiência cardíaca congestiva.
Curiosidades sobre o atendimento:
Você sabia que cerca de 20% das consultas pediátricas, durante os três primeiros meses de vida do bebê, estão relacionadas ao choro excessivo. Alguns desses atendimentos acontecem no pronto socorro pediátrico e ou no consultório com a (o) pediatra de confiança.
O mais importante, antes de levar o bebê para uma observação, é verificar se o que provoca o choro está relacionado aos estímulos externos, fome, sono ou dor.
A partir de uma possibilidade entre em contato (o mais rápido possível) com a sua médica para receber orientações de cuidados imediatos. Após, caso seja necessário, leve a criança ao pronto socorro e lembre-se que lá, além de bactérias, seu filho estará exposto a outras doencinhas e por isso a primeira ação deve ser (sempre) de falar com a (o) pediatra.
Como lidar:
Sem saber como lidar com a situação do choro excessivo e não conseguir identificar se é de cólica, fome ou qualquer outro motivo, alguns pais e cuidadores optam por automedicar seus bebês com analgésicos, sedativos e antigases. Isso não é recomendado e pode ser até perigoso.
Na literatura médica já existem estudos que revelam a quantidade de choro por hora e idade do bebê.
Por exemplo, a média de choro em lactantes de duas semanas chega a ser de 1h e 45 minutos. Com seis semanas pode chegar a 2h e 45 minutos e com 12 semanas já pode diminuir para até uma hora. Em todas as faixas etárias dos bebês, as crises de choro são comuns no fim da tarde e à noite e são mais frequentes entre 3 e 6 semanas de idade.
Mantenha sempre contato com a pediatra para que ela possa orientar a família e cuidar da saúde e vida das suas crianças!
Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
E-mail: dragabrielabarbozacunha@gmail.com
Rua Amaral Gama, 333, conj. 134, Santana – SP
Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT
