A escolha dos alimentos saudáveis deve ser feita desde a gestação e após o nascimento, pois influi diretamente no bom funcionamento dos órgãos e no bem estar das crianças!
É difícil conhecer alguém que não tenha passado pela fase “difícil” das cólicas e probleminhas gastrintestinais de suas crianças já nos primeiros meses de vida ou mesmo após esse período, quando se inicia a introdução de outros alimentos em sua rotina. Isso ocorre por conta da imaturidade dos órgãos que agrupam o sistema gastrintestinal (ou gastrointestinal, como também é conhecido), que são: intestino, intestino grosso, intestino delgado, estômago, esófago, cólon, reto e ânus, além dos órgãos acessórios da digestão, como o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar.
Parece estranho e um tanto complicado falar sobre isso, mas a ideia, desse texto, na verdade é alertar os pais e cuidadores sobre a atenção especial para cada fase da alimentação das crianças, que vai desde a gestação ao aleitamento materno (ou fórmulas) e, após, até o ingresso total no cardápio alimentar da família e da escola. Vale lembrar, que alguns bebês já apresentam quadros alérgicos nos primeiros dias de vida, por meio da alimentação da mamãe, que deve ser sempre balanceada e adequada para atender as necessidades dela e da criança.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é comum em bebês e crianças, ainda na primeira infância – até os cinco anos de idade -, a frequência de quadros gastrintestinais como cólica, regurgitação, alergia e ou constipação intestinal funcional – representada pela dificuldade e ou diminuição de vezes de evacuação ao longo de uma semana, sensação de evacuação incompleta ou, também, fezes ressecadas e endurecidas que provocam dor e desconforto. Tais sintomas podem estar associados aos diversos estilos de alimentação que abrangem questões regionais, sazonais, assim como sobre aspectos emocionais e familiares de cada um.
Outro fator comum, que acomete bebês e crianças, tem relação com alergia à proteína do leite de vaca e a doença do refluxo gastroesofágico (em que o ácido estomacal ou a bile irritam a parede do esôfago). Em caso de aleitamento materno, a mãe deve eliminar a ingestão de produtos derivados de proteínas do leite de vaca, como por exemplo, margarinas, pães, frios, achocolatados, entre muitos outros. Calma, se você (mãe ou cuidadora) se encontra nesta situação – problemas gastrintestinais infantis, não se culpe e tão pouco entre em desespero. Para todos os diagnósticos, é sempre importante o acompanhamento do médico pediatra para avaliação precisa do que pode estar ocasionando qualquer tipo de distúrbio no sistema gastrintestinal do bebê ou da criança.
Você sabia:
O intestino é um dos órgãos mais complexos do organismo humano, tanto do ponto de vista anatômico como funcional. Para as crianças, os cuidados já começam durante a gestação, dentro dos mil dias de vida, que equivalem aos cerca de 280 dias de gestação + os primeiros 720 dias após o nascimento do bebê. Neste período, os cuidados com a alimentação já devem ser adotados pela mulher ainda na gestação, com atenção às vitaminas e nutrientes essenciais para o bom desenvolvimento do feto, assim como posterior ao nascimento do bebê, na reposição e ou inclusão de alimentos que favoreçam o seu crescimento por meio do aleitamento materno.
Cuidados:
Ainda durante a gestação, é importante que a futura mamãe não consuma alimentos industrializados, muito calóricos e ou gordurosos, além de não fumar e ingerir bebidas alcoólicas. Manter uma alimentação saudável é necessária em qualquer período da vida de todos – homens e mulheres. O mais importante, vale lembrar, é sempre receber orientação de profissionais de saúde para o equilíbrio nutricional, físico e emocional (depressão, melancolia ou hiperatividade). Por isso é válido criar um bom relacionamento com o médico pediatra que saberá identificar quais são as necessidades da criança, do nascimento a adolescência.
Dicas:
Ao identificar qualquer sintoma de desconforto no bebê e na criança, seja de cólica, refluxo ou mal-estar sem causa definida, é importante falar com o pediatra antes de seguir para o pronto socorro. Siga as orientações passadas por ele e, ainda, agende uma consulta presencial para acompanhamento nos dias seguintes.
Até os seis meses de idade do bebê é importante oferecer somente o leite materno ou complemento indicado pelo pediatra e siga, se possível, com o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais.
É bom não consumir refrigerantes e doces antes dos dois anos, especialmente por não serem saudáveis e, também, por não terem fontes nutricionais favoráveis para a criança, além de provocar a perda de interesse por alimentos saudáveis.
Procure consumir alimentos orgânicos, que além de serem mais naturais, não possuem agrotóxicos e outros procedimentos químicos de conserva. Evite, também, produtos industrializados e com muitos conservantes como salsichas, enlatados, com muito sal, etc.
Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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