Estima-se que, em 2025, o número de crianças obesas no mundo pode ser de até 75 milhões
O que é obesidade infantil:
Em crianças, a obesidade infantil é determinada pelo excesso de gordura corporal que pode afetar negativamente a saúde e ou bem-estar dela. Em geral, o diagnóstico é feito com base no índice da massa corporal – o famoso IMC –, uma ferramenta de triagem fundamental para avaliar o peso de uma pessoa em relação à sua altura.
Cerca de 40% das crianças e 70% de adolescentes obesos podem tornar-se adultos obesos caso não recebam atendimento adequado e não pratiquem atividades físicas com frequência.
Fatores que levam a obesidade infantil:
São muitos os fatores que podem contribuir para que uma criança se torne obesa, entre algumas estão:
Pré-disposição genética. É provável que filho de pais obesos possam herdar os genes para o ganho de peso com maior facilidade.
Alimentação inadequada. Muito além dos fast foods já conhecidos e amados pelas crianças, a má alimentação se dá pela falta de consumo de frutas, alimentos orgânicos, uso abusivo de sódio, carboidratos e gorduras saturadas, sem falar no açúcar.
Noites mal dormidas e ou má administração do sono. Vale lembrar que é durante o sono que a criança libera a leptina, substância que causa saciedade, além dos picos de GH, conhecido como hormônio do crescimento que contribui na formação dos músculos e na queima de gordura. Quando não ocorre equilíbrio no organismo, há o aumento da grelina, que provoca vontade de comer.
Falta de atividade física. Com o uso da tecnologia e, também, pela falta de espaços adequados e segurança, muitas crianças deixaram de brincar como antigamente e não gastam energia o suficiente para a perda de peso e ou o equilíbrio entre o consumo e gastos calóricos.
O uso indiscriminado de antibióticos e corticoides podem contribuir para o ganho de peso.
Segundo artigo publicado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) aponta que nos últimos cinco anos os cientistas fizeram descobertas que se mostram convincentes sobre o tema.
Principais riscos da obesidade infantil:
A obesidade infantil pode trazer muitos problemas de saúde secundários como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, aumento de colesterol (hipercolesterolemia), doenças cardíacas precoces, problemas ósseos, Esteatose hepática não alcoólica, depressão, distúrbios do sono, puberdade precoce, asma e outras doenças respiratórias, problemas de comportamento como introspecção ou agressividade, problemas na derme como acnes, brotoejas e infecções fúngicas.
O que fazer:
Em geral, os pais demoram a identificar que seus filhos estão sobrepeso e ou obesos, o que provoca um diagnóstico tardio. O ideal é manter as consultas regulares com o pediatra para uma avaliação correta e indicações de outros profissionais, caso seja necessário.
O uso de medicamentos não é recomendado, exceto em casos de doenças crônicas e sempre com indicação médica.
Procure atividades lúdicas e físicas (com aprovação do pediatra) que contribuam para que a criança gaste mais energia do que consome. Além de garantir boa forma, promove sociabilidade, disciplina e estilo de vida saudável para a família toda.
Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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