Dengue – a prevenção é a melhor saída

Chuva, calor e água parada são os ingredientes necessários para a procriação de larvas do mosquito da dengue, também conhecido como Aedes Aegypti, de origem africana, que chegou ao país na era colonial por meio de navios escravos. E se não bastasse a difusão de uma doença, este inseto é capaz de transmitir outras três: chikungunya, zika e febre amarela. No texto de hoje vou enfatizar a dengue que precisa de prevenção para ser controlada.

Tipos de dengue:

Dengue clássica: a dengue é uma doença de cunho viral, transmitida pelo mosquito fêmea da espécie Aedes Aegypti, que possui pintinhas brancas em seu corpo e prefere picar suas vítimas durante o dia. Sua desova acontece em locais com água limpa e parada. A doença é provocada por quatro subtipos de vírus, denominados como DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4. No entanto, a circulação de maior incidência percebida nos últimos anos tem sido do subtipo 1 e 3, mas o subtipo 2 apresentou uma elevação considerável nos casos confirmados no ano de 2019.

Dengue hemorrágica: também conhecida como dengue grave, apresenta os mesmos sintomas da dengue clássica, porém, é mais agressiva porque evolui para quadros de sangramentos, dificuldade de respirar, comprometimento de alguns órgãos do corpo, palidez e sudorese. É importante levar o paciente imediatamente para o hospital, cujo tratamento será intensivo. Para restabelecer a saúde e evitar óbito.

Como acontece a procriação:

A fêmea desova em locais com água limpa e parada e, a partir daí, inicia-se a vida de novos insetos. Porém, vale ressaltar que o ovo do mosquito da dengue apresenta, ainda, resistência superior a um ano sem sofrer quaisquer danos nos locais onde foram depositados. Ou seja, a fêmea escolhe o local que pode ser protegido pelo tempo e mesmo que não receba água no momento de desova, pode eclodir e se desenvolver quando houver uma oportunidade futura.

Contágio:

O contágio ocorre por meio do mosquito infectado durante a picada e não passa de pessoa para pessoa, por alimentos ou objetos. Mas, se um mosquito pica um humano infectado, ele passa a ser portador do vírus, transmitindo para outras pessoas por meio de novas picadas. Uma pessoa pode ser contaminada pelo vírus mais de uma vez.

Sintomas:

Os sintomas da dengue são: febre alta repentina e superior à 38ºC, dores no corpo, nas “juntas”, dor no fundo dos olhos, dores de cabeça, fraqueza e cansaço extremo, além de pintinhas avermelhadas espalhadas pelo corpo. Nos quadros de dengue hemorrágica ocorrem fortes dores abdominais, vômitos persistentes, sangramentos pelo nariz, boca, ouvido e intestino. É importante a busca por ajuda médica e hospitalar imediata.

Prevenção:

A única maneira de evitar grandes epidemias de dengue é cuidar do seu quintal e alertar os vizinhos para os mesmas responsabilidades. Entre as principais ações estão: evitar acúmulo água parada em locais propícios como, por exemplo, calhas, caixas d’água, pratinhos de plantas, baldes, vasilhames de animais (sem manutenção e limpeza), pneus, brinquedos, entulhos, folhas de árvores, garrafinhas descartáveis, etc. Como dica, tampe a caixa d’água com tela e vede-a bem para evitar o acesso do mosquito, tampe ralos inativados, coloque terra nos pratinhos de plantas, cobrir piscinas e virar as garrafas com a boca para baixo.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contato: 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
E-mail: dragabrielabarbozacunha@gmail.com
Rua Amaral Gama, 333, conj. 134, Santana – SP
Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT – 11-98092-6021 / 11-4113-6820