Além do Coronavírus existem outros subtipos ativos e circulantes

Atualmente, as principais síndromes gripais ativas e circulantes, que se tem conhecimento, são a Influenza A H1N1, Influenza A H2N3, Influenza B, o Vírus Sincicial Respiratório – VSR (frequente nas bronquiolites em crianças menores de 2 anos) e o Coronavírus. Os sintomas podem confundir o diagnóstico entre elas e abrangem febre alta, tosse, mal estar, dor de cabeça e ou garganta, falta de apetite e dores no corpo. Para as crianças, todas elas podem apresentar riscos dependendo da sazonalidade e faixa etária, sendo de maior intensidade e fatores agravantes o VSR. O diagnóstico é feito por meio de testes laboratoriais e também por avaliação presencial do paciente.
Os tratamentos podem ser paliativos (minimizar os sintomas) e ou com acompanhamento hospitalar (casos crônicos e comorbidades). Como alternativa, os pais podem melhorar a imunidade das crianças, especialmente para aquelas com entrada precoce na escola, antes dos dois anos.
A busca por hospitais deve ocorrer quando os pais perceberem sintomas como febre persistente (que não baixam com medicação), queda de estado geral da criança sem febre, dificuldade respiratória (cansaço, falta de ar, chiado no peito – respiração abdominal principalmente em lactentes jovens), falta de apetite (inapetência), tosse irritativa e contínua e vômito pós tosse.
A vacinação é muito importante em crianças e adultos, sobretudo nos grupos de risco (idosos, crianças, gestantes, imunossupressores e comorbidades), cujo são mais propensos ao contágio e para a evolução de outras enfermidades. A vacina contra a gripe é uma das ferramentas inibidoras do contágio e mesmo que a pessoa contraia o vírus, os sintomas serão mais brandos.
A prevenção é e sempre será a maneira mais eficaz de proteção contra quaisquer síndromes gripais. É importante manter a vacinação em dia (todas), realizar consultas periódicas com a pediatra ou pneumologista de costume, estimular o aleitamento materno (fonte de nutrientes e anticorpos naturais da mamãe para o bebê), evitar locais fechados, áreas com suspeita de surto, toque e troca de objetos pessoais, manter o controle de alergias respiratórias em crianças com história familiar de doenças similares (pais com bronquites na infância ou asma na fase adulta) e, se possível, postergar a ida da criança para a escola após os dois anos de idade. A lavagem constante e correta das mãos diminui consideravelmente as chances de contágio de quaisquer doenças virais.
Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Contribuição textual: Jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326