
Comum na infância, a higiene é a melhor maneira de evitar o contágio
Você já deve ter ouvido falar da síndrome mão-pé-boca (SMPB), que provoca febre alta, mal-estar, falta de apetite, náuseas e até diarreia. Esta doença, muito comum no outono, é provocada pelo vírus Coxsackie ou Coxsackievirus, que pertence à família dos enterovirus – presentes no intestino –, e possui fácil contágio. Para os bebês recém-nascidos é mais perigosa e pode infectar as vias respiratórias, pele, unha, olhos, meninge, coração, pâncreas, fígado e bexiga.
A transmissão ocorre por meio fecal-oral, ou seja, pelas mãos sujas e levadas à boca, uma ação muito comum entre as crianças, especialmente as menores de dois anos, quando estão na fase oral. Também, pode ser adquirida por alimentos não lavados e ou cozidos inapropriadamente que tiveram contato com fezes contaminadas, de pessoa para pessoa no compartilhamento de objetos e troca de alimentos contaminados (as crianças tendem a morder o lanche e experimentar o suco do coleguinha, gostam de beijar, abraçar e lamber brinquedos nas escolas e locais coletivos).
Os sintomas começam a aparecer entre um e sete dias, postergando por até uma semana. No início pode ser confundido com um resfriado que provoca inchaço nos gânglios e bolhas vermelhas com centro esbranquiçado na garganta (que provocam dor), na gengiva, língua, palmas das mãos e nas solas dos pés, por isso o nome da síndrome é mão-pé-boca. Ainda, há casos em que progride e atinge o bumbum e as genitálias das crianças, causando muito desconforto.
É importante a avaliação presencial do pediatra para identificar o melhor tipo de tratamento para aliviar os sintomas (que são bem característicos) e diminuir os incômodos provocados pela doença que aparece e desaparece em poucos dias. Se faz necessário a higienização correta da criança, dos objetos e dos alimentos para evitar contágio para outras crianças, assim como mantê-la em casa, longe da escola e de locais coletivos infantis. Ofereça bastante liquido (água e sucos naturais) para hidratação e permita repouso para a criança. Ensine as crianças a lavar as mãos com frequência em todas as ocasiões.
Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
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Contribuição textual: Jornalista Carina Gonçalves (MTB: 48326)
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