Sarampo

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O Sarampo é uma doença de potencial facilidade no contágio, podendo contaminar 9 entre 10 pessoas (não vacinadas) e está presente, infelizmente, em diversas cidades do Brasil, tornando-se, também, um problema de saúde pública. É transmitido pelo vírus Measles Morbillivirus e é repassado de pessoa para pessoa através de secreções respiratórias como tosse, espirro e saliva da pessoa infectada para a pessoa saudável.

A doença fica incubada entre oito e doze dias, sendo transmitida antes do aparecimento de sintomas. Os primeiros sinais se apresentam atrás da orelha, alastrando-se pelo rosto, pescoço, membro superiores, troncos e membros inferiores. Os primeiros sintomas são febre alta (acima de 40cº), falta de apetite e disposição, conjuntivite e exantemas (erupções cutâneas avermelhadas na pele).

Pode acometer pessoas de todas as idades, sendo mais perigoso para as crianças com idade inferior aos cinco anos, pois não possuem o sistema imunológico completo e apto para combater esta doença. Por tal, a vacina é a melhor maneira de evitar o contágio e erradicar a doença.  Existem três tipos de vacinas, que são elas: vacina dupla viral que imuniza contra o sarampo e a rubéola; a tríplice viral combinada que imuniza contra rubéola, sarampo e caxumba; e a tetravalente que imuniza contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora. As crianças até um ano devem tomar a primeira dose e entre quatro e seis anos segunda dose deve ser aplicada.

No caso de suspeita da doença, o paciente deve procurar ajuda médica para receber orientações e se manter isolada para evitar o contágio em outras pessoas. O tratamento indicado ajuda a minimizar os sintomas e controlar a temperatura, assim como são indicados medicações para outras patologias que se desenvolvem como pneumonia e falta de vitamina A. A melhor maneira de evitar a doença é, ainda, a vacina e evitar locais com casos suspeitos. Ao menor sinal da doença, procure ajuda no posto de saúde mais próximo de sua casa.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
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Saiba mais sobre a Síndrome Mão-Pé-Boca

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Comum na infância, a higiene é a melhor maneira de evitar o contágio

Você já deve ter ouvido falar da síndrome mão-pé-boca (SMPB), que provoca febre alta, mal-estar, falta de apetite, náuseas e até diarreia. Esta doença, muito comum no outono, é provocada pelo vírus Coxsackie ou Coxsackievirus, que pertence à família dos enterovirus – presentes no intestino –, e possui fácil contágio. Para os bebês recém-nascidos é mais perigosa e pode infectar as vias respiratórias, pele, unha, olhos, meninge, coração, pâncreas, fígado e bexiga.

A transmissão ocorre por meio fecal-oral, ou seja, pelas mãos sujas e levadas à boca, uma ação muito comum entre as crianças, especialmente as menores de dois anos, quando estão na fase oral. Também, pode ser adquirida por alimentos não lavados e ou cozidos inapropriadamente que tiveram contato com fezes contaminadas, de pessoa para pessoa no compartilhamento de objetos e troca de alimentos contaminados (as crianças tendem a morder o lanche e experimentar o suco do coleguinha, gostam de beijar, abraçar e lamber brinquedos nas escolas e locais coletivos).

Os sintomas começam a aparecer entre um e sete dias, postergando por até uma semana. No início pode ser confundido com um resfriado que provoca inchaço nos gânglios e bolhas vermelhas com centro esbranquiçado na garganta (que provocam dor), na gengiva, língua, palmas das mãos e nas solas dos pés, por isso o nome da síndrome é mão-pé-boca. Ainda, há casos em que progride e atinge o bumbum e as genitálias das crianças, causando muito desconforto.

É importante a avaliação presencial do pediatra para identificar o melhor tipo de tratamento para aliviar os sintomas (que são bem característicos) e diminuir os incômodos provocados pela doença que aparece e desaparece em poucos dias. Se faz necessário a higienização correta da criança, dos objetos e dos alimentos para evitar contágio para outras crianças, assim como mantê-la em casa, longe da escola e de locais coletivos infantis. Ofereça bastante liquido (água e sucos naturais) para hidratação e permita repouso para a criança. Ensine as crianças a lavar as mãos com frequência em todas as ocasiões.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Primeiro ano do bebê

O primeiro ano de vida dos bebês é mágico e cheio de desafios. Alguns superados facilmente, outros requerem maior dedicação. E, diante de tantas mudanças, essa é a fase em que as crianças sofrem alterações físicas e emocionais mais rápida, pois a medida em que os meses passam, elas se tornam mais fofas e graciosas.

Para você entender melhor, abaixo descrevemos as fases do bebê e as principais características apresentadas:

A fase dos 0 aos 12 meses é o momento de muitas mudanças e rápidas!

Desde que nasce, a criança passa por transformações semanais e isso é perceptível no físico, emocional e na sua saúde. Muitas famílias me procuram nesta fase com reclamações sobre cólicas, choro excessivo do bebê, privação de sono, entre outros percalços comuns no início de vida do bebê. Para todas as mamães e papais sempre digo que entre o primeiro e terceiro mês da criança é como se fosse uma adaptação para ambos – o bebê está conhecendo o novo mundo fora do corpo da mamãe e a família aprendendo a lidar com ele (e não importa se já possuem um, dois ou mais filhos). É importante acompanhar o calendário de vacinas e no primeiro ano realizar visitas mensais com o pediatra para que acompanhe o pleno desenvolvimento físico e emocional do seu bebê.

MÊS A MÊS DOS BEBÊS

No primeiro mês o bebê não possui controle sobre seu corpo e seus reflexos são involuntários. Costuma mamar cerca de 10 a 15 vezes diariamente e em pequenos períodos – ele ainda não tem forças para mamar seguidos e longos minutos – dormindo cerca de 18 a 22 horas por dia, intercalados com as mamadas. Sua visão é baixa e enxerga tudo como se estivesse embaçado por causa da retina dos olhinhos que ainda não estão unidas, o que favorece a nitidez apenas com a visualização próxima de 20 a 30 centímetros de seu rostinho. Sua audição é excelente e chega próxima a de um adulto por ter sido desenvolvida ainda dentro do ventre. Percebam que na hora do parto quando a mamãe fala com o bebê, por segundos ele reconhece o som e parece não chorar por sentir-se seguro. Com 20 dias de vida é comum o bebê iniciar o processo de emissão de sons em resposta aos estímulos ou vira a cabecinha à procura do barulho que reconhece.

Entre o segundo e terceiro mês o desenvolvimento do bebê é progressivo tanto a criança como os pais já estarão mais afinados um com o outro. Neste período o bebê já começa a demonstrar afeto com sorrisos e olhares. Consegue dominar um pouco mais o corpinho, como, por exemplo, virar a cabeça para o lado quando colocado de bruços acordado. Em pé, parece querer andar, mas são reflexos involuntário que caracterizam a marcha. Após o terceiro mês tenderá a ficar com a coluna mais ereta e as pernas mais fixas. Nesta fase o sono muda permitindo que a criança fique acordada períodos mais prolongados durante o dia e durma melhor a noite. Começa a levar a mão à boca, assim como brinquedos (apropriados).

Do quarto ao sexto mês os bebês já possuem melhores reflexos corporais e neurológicos, conseguindo sentar e brincar livremente – é legal colocá-los deitados de barriguinha para cima com brinquedos à sua volta para estimulá-los a pegar, assim como utilizar acessórios suspensos para que possam balançar com as mãos e chutar com os pequenos pezinhos. Eles adoram as cores primárias e objetos brilhantes, use e abuse destes estímulos, mas compre-os sempre em locais com procedência de qualidade para evitar alergias e riscos de algo pior. A partir desta idade o bebê se sente mais seguro para, inclusive, explorar os ambientes sem a necessidade de um adulto por perto (ao lado) e os pais podem deixá-los (à uma distância segura) brincarem com seus objetos e até mesmo com o próprio corpo para aprender a distinguir melhor o que o rodeia.

Do sétimo ao décimo mês o bebê já passou por mudanças significativas, tendo melhor domínio nos movimentos da face – olhos, boca e mãos trabalham com melhor coordenação motora. Os dentes já apontam e em alguns casos provocam dor e febre – fale com o pediatra sempre ao menor sinal. A alimentação muda e passam a comer alimentos mais saborosos, pastosos e sólidos, doces e salgados – veja com o pediatra quais são os mais apropriados para cada fase. A criança começa a realizar movimentos de pinça (fecha o dedo polegar com o indicador), assim como segura com firmeza brinquedos e tudo o que estiver ao seu alcance, além de transferi-los de uma mão para outra com habilidade e tudo se torna uma festa. É importante oferecer locais seguros e adequados para as crianças se desenvolverem e ampliarem seus conhecimentos. O uso de roupas e calçados leves e confortáveis são imprescindíveis para que possam desbravar o mundo a sua frente.

Entre o décimo primeiro e o décimo segundo mês (primeiro aninho) é o ápice das descobertas. Prestes a completar o primeiro aniversário, a criança já balbucia algumas palavras, acena, imita gestos e sons, anda e até já corre pela casa, mexe em tudo e enlouquece os pais com demonstrações de fofuras e, também, de birras. É uma mistura de teste do que pode ou não e do que gosta ou não. Nesta fase é comum os bebês não aceitarem mais determinados alimentos e apontar com salivação para outros. A partir desta idade os pais podem, com auxílio da pediatra, mudar a alimentação do bebê e passar a oferecer o que os adultos comem nas refeições, com moderação para frituras e carboidratos. Evitar Fast Food e tudo que pode promover alergias é fundamental para garantir a saúde dos bebês. Também, os pais devem criar rotinas e regras para que os pequenos acompanhem no presente e no futuro, uma vez que são aptos a imitar e absorver tudo o que lhe é ensinado. O primeiro ano do bebê é mágico. Costumo dizer que o aniversário de um aninho é para a criança e para os pais, pois ambos aprenderam juntos como conviver entre acertos e erros. Por tal, a festa pode e deve ser feita com muito carinho para prestigiar a vida e os melhores momentos da família.

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