Chupetas

Amiga ou vilã das crianças?

chupeta

Existem muitos modelos à venda de chupeta, algumas prometem sono prolongado e até mesmo horas de descanso para as mães que não sabem como acalmar seus bebês. Porém, é importante ter cuidado sobre o uso deste recurso que pode ser prejudicial à saúde dos bebês e das crianças. A prática de sucção é um reflexo que os bebês desenvolvem ainda no ventre de suas mães, é uma necessidade fisiológica natural que segue após o nascimento durante o aleitamento materno. Quando a criança se alimenta e pratica a sucção, além de nutrir seu corpo, ela libera endorfina, o hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar Também, sente segurança, diminui a ansiedade e regula a dor (cólicas) em alguns casos.

Porém, é importante dizer que a chupeta não traz benefícios para as crianças, não desempenha o papel da amamentação e pode acarretar dependência psicológica, fazer com que a criança “desista da amamentação”, altera o desenvolvimento da mandíbula e provoca problemas ortodônticos, pode expor os usuários à bactérias e vírus que se alojam nas superfícies das chupetas, sem citar os riscos de brilhos, pérolas e outros objetos que são agregados para compor os modelos.

Fazer as crianças desapegarem das chupetas é quase uma missão impossível, por tal, evitar a sua introdução é fundamental. Mas, quando já existe o apego, a melhor maneira de “tirar” o hábito é construir uma relação de afeto e troca com a criança. Sempre que ela pedir, distraí-a com algum brinquedo até que entenda (a curto ou longo prazo) sobre a não necessidade do uso. Não será fácil, mas a mamães devem tentar até conquistar o sucesso.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
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Dengue – a prevenção é a melhor saída

Chuva, calor e água parada são os ingredientes necessários para a procriação de larvas do mosquito da dengue, também conhecido como Aedes Aegypti, de origem africana, que chegou ao país na era colonial por meio de navios escravos. E se não bastasse a difusão de uma doença, este inseto é capaz de transmitir outras três: chikungunya, zika e febre amarela. No texto de hoje vou enfatizar a dengue que precisa de prevenção para ser controlada.

Tipos de dengue:

Dengue clássica: a dengue é uma doença de cunho viral, transmitida pelo mosquito fêmea da espécie Aedes Aegypti, que possui pintinhas brancas em seu corpo e prefere picar suas vítimas durante o dia. Sua desova acontece em locais com água limpa e parada. A doença é provocada por quatro subtipos de vírus, denominados como DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4. No entanto, a circulação de maior incidência percebida nos últimos anos tem sido do subtipo 1 e 3, mas o subtipo 2 apresentou uma elevação considerável nos casos confirmados no ano de 2019.

Dengue hemorrágica: também conhecida como dengue grave, apresenta os mesmos sintomas da dengue clássica, porém, é mais agressiva porque evolui para quadros de sangramentos, dificuldade de respirar, comprometimento de alguns órgãos do corpo, palidez e sudorese. É importante levar o paciente imediatamente para o hospital, cujo tratamento será intensivo. Para restabelecer a saúde e evitar óbito.

Como acontece a procriação:

A fêmea desova em locais com água limpa e parada e, a partir daí, inicia-se a vida de novos insetos. Porém, vale ressaltar que o ovo do mosquito da dengue apresenta, ainda, resistência superior a um ano sem sofrer quaisquer danos nos locais onde foram depositados. Ou seja, a fêmea escolhe o local que pode ser protegido pelo tempo e mesmo que não receba água no momento de desova, pode eclodir e se desenvolver quando houver uma oportunidade futura.

Contágio:

O contágio ocorre por meio do mosquito infectado durante a picada e não passa de pessoa para pessoa, por alimentos ou objetos. Mas, se um mosquito pica um humano infectado, ele passa a ser portador do vírus, transmitindo para outras pessoas por meio de novas picadas. Uma pessoa pode ser contaminada pelo vírus mais de uma vez.

Sintomas:

Os sintomas da dengue são: febre alta repentina e superior à 38ºC, dores no corpo, nas “juntas”, dor no fundo dos olhos, dores de cabeça, fraqueza e cansaço extremo, além de pintinhas avermelhadas espalhadas pelo corpo. Nos quadros de dengue hemorrágica ocorrem fortes dores abdominais, vômitos persistentes, sangramentos pelo nariz, boca, ouvido e intestino. É importante a busca por ajuda médica e hospitalar imediata.

Prevenção:

A única maneira de evitar grandes epidemias de dengue é cuidar do seu quintal e alertar os vizinhos para os mesmas responsabilidades. Entre as principais ações estão: evitar acúmulo água parada em locais propícios como, por exemplo, calhas, caixas d’água, pratinhos de plantas, baldes, vasilhames de animais (sem manutenção e limpeza), pneus, brinquedos, entulhos, folhas de árvores, garrafinhas descartáveis, etc. Como dica, tampe a caixa d’água com tela e vede-a bem para evitar o acesso do mosquito, tampe ralos inativados, coloque terra nos pratinhos de plantas, cobrir piscinas e virar as garrafas com a boca para baixo.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Obesidade Infantil

Estima-se que, em 2025, o número de crianças obesas no mundo pode ser de até 75 milhões

O que é obesidade infantil:

Em crianças, a obesidade infantil é determinada pelo excesso de gordura corporal que pode afetar negativamente a saúde e ou bem-estar dela. Em geral, o diagnóstico é feito com base no índice da massa corporal – o famoso IMC –, uma ferramenta de triagem fundamental para avaliar o peso de uma pessoa em relação à sua altura.

Cerca de 40% das crianças e 70% de adolescentes obesos podem tornar-se adultos obesos caso não recebam atendimento adequado e não pratiquem atividades físicas com frequência.

Fatores que levam a obesidade infantil:

São muitos os fatores que podem contribuir para que uma criança se torne obesa, entre algumas estão:

Pré-disposição genética. É provável que filho de pais obesos possam herdar os genes para o ganho de peso com maior facilidade.

Alimentação inadequada. Muito além dos fast foods já conhecidos e amados pelas crianças, a má alimentação se dá pela falta de consumo de frutas, alimentos orgânicos, uso abusivo de sódio, carboidratos e gorduras saturadas, sem falar no açúcar.

Noites mal dormidas e ou má administração do sono. Vale lembrar que é durante o sono que a criança libera a leptina, substância que causa saciedade, além dos picos de GH, conhecido como hormônio do crescimento que contribui na formação dos músculos e na queima de gordura. Quando não ocorre equilíbrio no organismo, há o aumento da grelina, que provoca vontade de comer.

Falta de atividade física. Com o uso da tecnologia e, também, pela falta de espaços adequados e segurança, muitas crianças deixaram de brincar como antigamente e não gastam energia o suficiente para a perda de peso e ou o equilíbrio entre o consumo e gastos calóricos.

O uso indiscriminado de antibióticos e corticoides podem contribuir para o ganho de peso.

Segundo artigo publicado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) aponta que nos últimos cinco anos os cientistas fizeram descobertas que se mostram convincentes sobre o tema.

Principais riscos da obesidade infantil:

A obesidade infantil pode trazer muitos problemas de saúde secundários como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, aumento de colesterol (hipercolesterolemia), doenças cardíacas precoces, problemas ósseos, Esteatose hepática não alcoólica, depressão, distúrbios do sono, puberdade precoce, asma e outras doenças respiratórias, problemas de comportamento como introspecção ou agressividade, problemas na derme como acnes, brotoejas e infecções fúngicas.

O que fazer:

Em geral, os pais demoram a identificar que seus filhos estão sobrepeso e ou obesos, o que provoca um diagnóstico tardio. O ideal é manter as consultas regulares com o pediatra para uma avaliação correta e indicações de outros profissionais, caso seja necessário.

O uso de medicamentos não é recomendado, exceto em casos de doenças crônicas e sempre com indicação médica.

Procure atividades lúdicas e físicas (com aprovação do pediatra) que contribuam para que a criança gaste mais energia do que consome. Além de garantir boa forma, promove sociabilidade, disciplina e estilo de vida saudável para a família toda.

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