Dermatite de Contato

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A dermatite de contato é uma reação inflamatória da pele, que causa lesões de diferentes graus e pode ser causada tanto por danos químicos ou físicos, quanto por alergias. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é muito comum em crianças. As lesões podem ser avermelhadas e formar bolhas e feridas.

O tipo mais comum é a dermatite de fraldas. Ela aparece principalmente nas dobras das coxas, bumbum e genitais, e podem piorar com a urina, fezes e suor. A dermatite também pode acontecer pelo contato com agentes irritantes, como ácidos, álcool, sabão, detergente, urina e fezes, cremes, perfumes, maquiagem, alimentos, etc. Também é comum a dermatite perioral, ao redor da boca, por causa do hábito que as crianças têm de colocar tudo na boca. Em casos específicos, a dermatite pode ser causada também pela luz do sol.

Em caso de lesões suspeitas, levar a criança ao pediatra para confirmar o diagnóstico. Se necessário ele vai pedir exames e testes específicos de alergia, e prescrever alguma pomada ou medicamento. Compressas frias podem aliviar um pouco a dor e irritação no local das lesões.

Algumas práticas podem prevenir o surgimento de dermatites de contato:

  • Utilizar sabonetes e shampoos neutros, indicados pelo pediatra
  • Evitar o uso de perfumes e cremes perfumados na criança
  • Em caso de dermatite de fraldas, evitar o uso de lenços umedecidos. A limpeza da região na troca de fraldas pode ser feita com algodão umedecido em água
  • Dar preferência a roupinhas de tecidos naturais e frescos, como o algodão
  • Verificar sempre se a fralda não está muito apertada e trocar sempre que estiver suja
  • Não deixar as meninas utilizarem maquiagens, cosméticos e esmaltes para adultos.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
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Contribuição textual: Jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326

Tecnologia x Crianças

Cada vez mais os pequenos estão envolvidos com recursos que podem interferir diretamente na qualidade de vida deles

Pontos negativos do uso excessivo de tecnologia:

A tecnologia pode viciar e ainda causar transtornos de comportamento que necessitam de ajuda profissional, inclusive, pode ser mais prejudicial para as crianças do que para os adultos, uma vez que elas ainda estão em formação intelectual, de comportamento, socialização e até para a saúde.

Infelizmente, muitas crianças preferem dedicar horas na frente de computadores, celulares e TV jogando games ao invés de sair e brincar no quintal, por exemplo. Com isso, as crianças podem apresentar problemas de coluna e musculares por conta da posição em que ficam quando usam tablets e celulares. A cabeça inclinada para baixo, as costas sem apoio ou posicionada de maneira errada contribuem para a má formação e até problemas graves no desenvolvimento do corpo. Isso é muito perigoso e preocupante.

Temos uma geração de crianças mais sedentárias, com sobrepeso e reclusas em seus mundos virtuais. Precisamos mudar este quadro e logo. Entre as causas mais comuns de enfermidade pelo uso de tecnologia estão:

·         Torcicolo, rigidez na nuca, ombros e face;

·         Inchaço e dormência nos dedos da mão devido digitação excessiva e repetitiva;

·         Dor nos ombros e costas por má postura;

·         Dores de cabeça – uso abuso de leitura na tela do computador, celular e tablets (o mesmo vale para os pequenos que ficam expostos durante horas assistindo vídeos e imagens;

·         Irritação e ansiedade por saber que vão ter que ficar longe dos aparelhos por algumas horas;

·         Problemas de visão e audição;

·         Problemas e ou distúrbios alimentares ocasionados pela ansiedade, sedentarismo e má qualidade de vida;

·         Sobrepeso e inchaço pela falta de atividades físicas e movimentação circular do sangue nas pernas.


Opinião de especialistas:

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM), a sensação de prazer e dependência de quem usa em excesso esses recursos para aliviar a tensão, divertir-se ou mesmo que não consegue se desconectar por vários motivos pode assemelhar-se aos efeitos de drogas químicas, como o álcool e a cocaína. O que muda é a dependência comportamental, já as drogas são químicas. Por isso devemos limitar e monitorar nossas crianças e jovens para evitar males mais crônicos.

Não existe idade ideal para a iniciação tecnológica da criança. Quanto mais tarde pudermos apresentar, melhor será. Especialistas indicam o uso após os dois anos de idade e, ainda sim, com monitoramento dos pais.

Reflita, não é raro vermos crianças menores de cinco anos dominarem celulares, tablets e plataformas de interação virtual antes mesmo de aprenderem a andar ou colocar sozinho os próprios calçados. Parece fofo ver o bebê ou a criança deslizar o dedinho na tela, entrar em vídeos tutoriais de brinquedos, jogos e tantos outros temas, mas não é. A influência de cada um destes mecanismos pode ser catastrófica do ponto de vista comportamental e pode até pular etapas fundamentais para o desenvolvimento da criança em vários aspectos.

Uma pesquisa realizada pela AVG Tecnologies, da qual entrevistou mais de 6 mil mães em 10 países, incluindo o Brasil, revelou que cerca de 62% de crianças entre 3 e 5 anos sabem ligar o computador e 66% delas já jogam nele. Ainda, 47% sabem usar smartphones e 57% utilizam pelo menos um aplicativo no celular. No Brasil, cerca de 97% das crianças entre 6 e 9 anos usam a internet para diversos fins e possuem contas em redes sociais (no Brasil cerca de 54%). Deste percentual, cerca de 7% ficam conectadas por até 10 horas diárias, mas maioria dedica cerca de 5 horas diárias no mundo virtual.


Como dosar e evitar uso excessivo:

Sabemos que hoje, existem muitos argumentos que fazem com que nós pais e mães venhamos a ceder para o uso da tecnologia. Alguns dirão que é bom para o desenvolvimento cognitivo (relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio), outros para que a criança não fique atrasada em relação aos demais de sua idade e até àqueles que defendem a ideia de ser uma oportunidade de profissão futura. Independente das razões, o ideal é limitar o uso para cada faixa etária, evitando o excesso e futuros problemas.

Lembre-se:

Praticar atividades físicas, socializar no parquinho (público, do prédio ou da escola) é muito importante para criar laços, amizades, mostrar as diferenças e outras realidades além do mundo virtual e do ambiente de casa. O mais importante é permitir que a criança seja criança e interaja com o mundo por meio de recursos naturais, dependendo o mínimo possível de tecnologia enquanto puder.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Choro excessivo em bebês e seus motivos

Muitos pais quase “enlouquecem” nos primeiros meses de vida de seus filhos por conta

do choro excessivo e ficam sem saber o que fazer para amenizar os possíveis problemas

Geralmente quando os pais levam seus filhos nas consultas com a (o) pediatra chegam lá com muitas dúvidas. Uma delas, considerada como recorrente e que desperta a ansiedade deles, está relacionada ao choro dos bebês e os seus motivos não identificados.

O choro é uma maneira de comunicação entre a criança e seus cuidadores. Ele indica quando o bebê está com fome, frio, calor, cólica ou algo lhe incomoda, por exemplo. É comum nos três primeiros meses de vida do lactante e podem durar por algumas horas. Mas, quando se apresenta de maneira excessiva, com quadros recorrentes durante o dia e ou a noite, por dias seguidos, é bom investigar quais são os reais motivos da aflição.

Podemos classificar os motivos do choro em três categorias: a primeira considerada normal/fisiológico; a segunda como excessivo, secundário a um desconforto ou doença; e por último, a terceira como sem uma causa aparente, podendo ser classificadas como cólicas. Em todas as situações, sempre é importante a avaliação do pediatra para indicar o melhor tratamento.


As causas mais comuns de choro excessivo podem ser:

– Cólicas: acontece sem motivo aparente e em bebês saudáveis, com ganho de peso normal;

– Infecções: otite média, infecção urinária e meningite;

– Gastrointestinais: refluxo, constipação, intolerância a lactose ou alergia ao leite de vaca;

– Comportamental/ Interacional: estimulação excessiva, falta de rotina, distúrbio do vínculo afetivo;

– Reações a drogas: reações a vacinas, as drogas que foram usadas na gestação (narcóticos);

– Violência/ abuso: fraturas de ossos longos, hemorragia ocular e hemorragia intracraniana;

– Hematológico: crise hemolítica;

– anemia falciforme;

– Cardiovascular: taquiarritmia, insuficiência cardíaca congestiva. 

 

Curiosidades sobre o atendimento:

Você sabia que cerca de 20% das consultas pediátricas, durante os três primeiros meses de vida do bebê, estão relacionadas ao choro excessivo. Alguns desses atendimentos acontecem no pronto socorro pediátrico e ou no consultório com a (o) pediatra de confiança.

O mais importante, antes de levar o bebê para uma observação, é verificar se o que provoca o choro está relacionado aos estímulos externos, fome, sono ou dor.

A partir de uma possibilidade entre em contato (o mais rápido possível) com a sua médica para receber orientações de cuidados imediatos. Após, caso seja necessário, leve a criança ao pronto socorro e lembre-se que lá, além de bactérias, seu filho estará exposto a outras doencinhas e por isso a primeira ação deve ser (sempre) de falar com a (o) pediatra. 


Como lidar:

Sem saber como lidar com a situação do choro excessivo e não conseguir identificar se é de cólica, fome ou qualquer outro motivo, alguns pais e cuidadores optam por automedicar seus bebês com analgésicos, sedativos e antigases. Isso não é recomendado e pode ser até perigoso.


Na literatura médica já existem estudos que revelam a quantidade de choro por hora e idade do bebê.

Por exemplo, a média de choro em lactantes de duas semanas chega a ser de 1h e 45 minutos. Com seis semanas pode chegar a 2h e 45 minutos e com 12 semanas já pode diminuir para até uma hora. Em todas as faixas etárias dos bebês, as crises de choro são comuns no fim da tarde e à noite e são mais frequentes entre 3 e 6 semanas de idade. 

Mantenha sempre contato com a pediatra para que ela possa orientar a família e cuidar da saúde e vida das suas crianças!

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