Segurança no trânsito é fundamental!

São necessários cuidados básicos para evitar acidentes

Viajar ou passear são atividades prazerosas à todos. Para as crianças, se torna um evento empolgante e cheio de surpresas. Porém, não devemos ignorar a segurança, especialmente para as crianças no que diz respeito ao trânsito. O uso das cadeirinhas contribuem para minimizar danos e impactos no caso de colisões entre veículos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde – OMS o uso correto deste item reduz em 60%, valor significativo, as chances de óbito infantil quando acontecem batidas e acidentes entre veículos, tornando-se necessária até os dez anos de vida.

Entenda melhor:

A legislação brasileira de transito impõe aos motoristas o uso obrigatório de dispositivos de segurança para as crianças. Até os sete anos e meio se faz necessário a adequação de assentos de retenção veicular, também, conhecidos como bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação.

Tipos de cadeirinhas e indicação etária:

Bebês: do nascimento até aproximadamente 13 quilos ou dos 12 meses de vida, são utilizados modelos de bebê conforto, com posicionamento voltado para o vidro traseiro do veículo (de costas para o motorista) e inclinação de 45º de acordo com as instruções do fabricante.

Entre 1 e 4 anos: nesta fase, as crianças tendem a pesar entre 9 a 18 quilos e o dispositivo de segurança é outro modelo, também alocado no banco traseiro, voltado para frente.

Dos 4 aos 10 anos: para este período, se faz necessário o uso de assentos de elevação, àqueles sem a necessidade de acomodação para as costas. É importante os pais e ou condutores adequarem o seu uso de acordo com o tamanho e perfil da criança, respeitando anatomia e posicionamento dos cintos de segurança.

Depois dos dez anos: ou para crianças com peso acima de 36 quilos o uso de cadeirinhas já não é obrigatório, mas o cinto de segurança sim, para qualquer ocasião.

Recomendações:          

Muitos pais acabam cedendo quando as crianças choram ou fazem birra por não gostarem de usar os dispositivos de segurança e permitem o trajeto sem seu uso. Porém, ao permitir o trajeto sem o uso destas ferramentas, o condutor negligência a segurança vital da criança e de todos os demais que estão no interior do veículo. De acordo com dados da ONG Criança Segura, infelizmente, cerca de três crianças menores de 10 anos, passageiras de veículos, morrem por dia decorrentes de acidentes de carro, especialmente por não estarem com os devidos itens de segurança.  Vale ressaltar que é importante a conscientização dos pais e condutores sobre o uso de todos os itens de segurança, incluindo para os adultos. E não importa se o trajeto será feito em poucos minutos ou para longas distâncias. O que vale é garantir a vida e bem estar para todas as faixas etárias!

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT

Primavera – doenças e cuidados com as crianças


Nesta estação é comum a manifestação de viroses e doenças infectocontagiosas

A primavera é a estação de transição entre o inverno e o verão e, neste período, é muito comum ouvir dizer que existem surtos de doenças infantis. Isso não é mito! De fato, aumentam os casos de contágio entre as crianças e, também, em adultos. Entre alguns vírus estão a caxumba, varicela (catapora), rinite, conjuntivite, rubéola, sarampo e asma. Para evitá-las, é necessário (antes de mais nada) manter as vacinas em dia e adotar alguns cuidados básicos para minimizar possíveis infecções.

Lembre-se que muitas doenças, infelizmente, ainda não possuem vacinas, então procure sempre orientações com seu pediatra para não praticar automedicação e diagnósticos errados por indicação de não especialistas. 


Embora a primavera seja a mais belas de todas as estações, com flores e muitas cores, o pólen delas está no ar e pode causar coriza, espirros, coceira e obstrução nasal. A garganta e olhos ficam mais irritados e, para os alérgicos, isso é um problema. Costumo, ainda, alertar os pais sobre esta estação, que devido à baixa umidade do ar e as mudanças repentinas de temperatura, é preciso ficar atento aos primeiros sinais de quaisquer possíveis infecções.

Evitar ambientes fechados e com aglomerações é importante e, em casa, além de manter os locais arejados, pode-se usar bacias com água e umidificadores de ar para a baixar o pó e melhorar a respiração. Utilizar o álcool gel é outra boa medida para higienizar as mãos, brinquedos e locais compartilhados pelas crianças como na escola, por exemplo.

Vejam as minhas dicas para que se possa aproveitar ao máximo e com saúde os dias mais coloridos do ano:


Dicas:

– Procure o pediatra para esclarecer dúvidas e para diagnósticos precisos.- Mantenha os locais arejados, limpos e com umidificadores de ar (bacia com água, toalha molhada ou aparelhos apropriados para este fim).

– Nunca divida copos, chupetas e mamadeiras entre as crianças.

– Não exponha a criança com outras no caso dela estar doente, especialmente na escola. Em geral, a incidência de casos de infecção viral, comuns desta época do ano, acontecem em crianças entre três e sete anos.

 – Ofereça muita água e líquidos (sucos e chás) para hidratar e manter o corpo em equilíbrio, pois a pele também pode apresentar ressecamento e rachaduras devido o vento e tempo seco.

– Utilize soro fisiológico para hidratar as narinas e os olhos, pelo menos duas vezes ao dia.

– Para crianças com quadros de asma, bronquite e rinites, além de todos os cuidados citados, retire cortinas, bichos de pelúcia, tapetes e objetos que acumulem pó na casa e nos principais locais em que costumam ficar.


Saiba mais sobre as principais doenças desta estação e seus sintomas:

  • Roséola – com incidência entre 0 e 1 ano, inicia com febre alta e é transmitida pela saliva. A infecção é causada pelo vírus do herpes humano tipo 6 (HVH-6) e 7 (HVH-7). Os sintomas são febre alta entre 3 e 4 dias, coriza, falta de apetite, erupções no tronco que se expandem na direção do pescoço e nas extremidades podendo sumir em algumas horas ou em até três dias.
  • Escarlatina – é comum em crianças na idade escolar e derivada da bactéria Estreptococo Beta Hemolítico do grupo A. Os sintomas são dores no corpo, garganta, barriga, cabeça, erupção cutânea, mal-estar, náuseas e vômitos.
  • Varicela (catapora) – é causada pelo vírus Herpesvirus Varicellae e acomete mais crianças do que outras faixas etárias. Os sintomas são febre, dores de cabeça, cansaço, falta de apetite e aparecimento de bolhas avermelhadas e ou feridas na pele, sendo o rosto e tronco os mais afetados.
  • Caxumba – transmitida por contato direto com gotículas de saliva e ou pertences de pessoas infectadas pelo vírus Paramyxovirus, provoca dores musculares, calafrios, febre, fraqueza e dificuldade em mastigar ou engolir. 
  • Rinite alérgica – provocada por diversos fatores, chamados de alérgenos, causa reações diversas como, por exemplo, nariz entupido, secreção clara, irritação e coceira nasal.
  • Conjuntivite viral – altamente contagiosa, é provocada a partir de agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Os sintomas são olhos vermelhos, coceira, irritação e lacrimejamento.
  • Rubéola – derivada do Rubella Vírus, o contágio se dá por meio de espirro ou tosse, transmitida de pessoa para pessoa. Também, pode ser passada de mãe para filho ainda na gestação. Os sintomas são erupções vermelhas na pele, febre, dores musculares e mal-estar constante.
  • Sarampo – transmitida pelo vírus Morbillivirus, passa de pessoa para pessoa por meio de saliva (tosse, espirros e fala) e secreções nasais. Os sintomas são exantemas (pequenas erupções) na pele de cor avermelhada, mal-estar, dores de cabeça e inflamação das vias respiratórias com catarro.
  • Asma – causada por inflamação crônica das vias aéreas, se manifesta a qualquer sinal de irritação. Os sintomas são tosse, chiado, cansaço e falta de ar.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Alimentação Balanceada

A escolha dos alimentos saudáveis deve ser feita desde a gestação e após o nascimento, pois influi diretamente no bom funcionamento dos órgãos e no bem estar das crianças!


É difícil conhecer alguém que não tenha passado pela fase “difícil” das cólicas e probleminhas gastrintestinais de suas crianças já nos primeiros meses de vida ou mesmo após esse período, quando se inicia a introdução de outros alimentos em sua rotina. Isso ocorre por conta da imaturidade dos órgãos que agrupam o sistema gastrintestinal (ou gastrointestinal, como também é conhecido), que são: intestino, intestino grosso, intestino delgado, estômago, esófago, cólon, reto e ânus, além dos órgãos acessórios da digestão, como o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar.

Parece estranho e um tanto complicado falar sobre isso, mas a ideia, desse texto, na verdade é alertar os pais e cuidadores sobre a atenção especial para cada fase da alimentação das crianças, que vai desde a gestação ao aleitamento materno (ou fórmulas) e, após, até o ingresso total no cardápio alimentar da família e da escola. Vale lembrar, que alguns bebês já apresentam quadros alérgicos nos primeiros dias de vida, por meio da alimentação da mamãe, que deve ser sempre balanceada e adequada para atender as necessidades dela e da criança.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é comum em bebês e crianças, ainda na primeira infância – até os cinco anos de idade -, a frequência de quadros gastrintestinais como cólica, regurgitação, alergia e ou constipação intestinal funcional – representada pela dificuldade e ou diminuição de vezes de evacuação ao longo de uma semana, sensação de evacuação incompleta ou, também, fezes ressecadas e endurecidas que provocam dor e desconforto. Tais sintomas podem estar associados aos diversos estilos de alimentação que abrangem questões regionais, sazonais, assim como sobre aspectos emocionais e familiares de cada um.

Outro fator comum, que acomete bebês e crianças, tem relação com alergia à proteína do leite de vaca e a doença do refluxo gastroesofágico (em que o ácido estomacal ou a bile irritam a parede do esôfago). Em caso de aleitamento materno, a mãe deve eliminar a ingestão de produtos derivados de proteínas do leite de vaca, como por exemplo, margarinas, pães, frios, achocolatados, entre muitos outros. Calma, se você (mãe ou cuidadora) se encontra nesta situação – problemas gastrintestinais infantis, não se culpe e tão pouco entre em desespero. Para todos os diagnósticos, é sempre importante o acompanhamento do médico pediatra para avaliação precisa do que pode estar ocasionando qualquer tipo de distúrbio no sistema gastrintestinal do bebê ou da criança.


Você sabia:

O intestino é um dos órgãos mais complexos do organismo humano, tanto do ponto de vista anatômico como funcional. Para as crianças, os cuidados já começam durante a gestação, dentro dos mil dias de vida, que equivalem aos cerca de 280 dias de gestação + os primeiros 720 dias após o nascimento do bebê. Neste período, os cuidados com a alimentação já devem ser adotados pela mulher ainda na gestação, com atenção às vitaminas e nutrientes essenciais para o bom desenvolvimento do feto, assim como posterior ao nascimento do bebê, na reposição e ou inclusão de alimentos que favoreçam o seu crescimento por meio do aleitamento materno.

Cuidados:

Ainda durante a gestação, é importante que a futura mamãe não consuma alimentos industrializados, muito calóricos e ou gordurosos, além de não fumar e ingerir bebidas alcoólicas. Manter uma alimentação saudável é necessária em qualquer período da vida de todos – homens e mulheres. O mais importante, vale lembrar, é sempre receber orientação de profissionais de saúde para o equilíbrio nutricional, físico e emocional (depressão, melancolia ou hiperatividade). Por isso é válido criar um bom relacionamento com o médico pediatra que saberá identificar quais são as necessidades da criança, do nascimento a adolescência.

Dicas:

Ao identificar qualquer sintoma de desconforto no bebê e na criança, seja de cólica, refluxo ou mal-estar sem causa definida, é importante falar com o pediatra antes de seguir para o pronto socorro. Siga as orientações passadas por ele e, ainda, agende uma consulta presencial para acompanhamento nos dias seguintes.

Até os seis meses de idade do bebê é importante oferecer somente o leite materno ou complemento indicado pelo pediatra e siga, se possível, com o aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais.

É bom não consumir refrigerantes e doces antes dos dois anos, especialmente por não serem saudáveis e, também, por não terem fontes nutricionais favoráveis para a criança, além de provocar a perda de interesse por alimentos saudáveis.

Procure consumir alimentos orgânicos, que além de serem mais naturais, não possuem agrotóxicos e outros procedimentos químicos de conserva. Evite, também, produtos industrializados e com muitos conservantes como salsichas, enlatados, com muito sal, etc.

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