Saiba como identificar e evitar afogamentos em crianças

Dias quentes pedem piscina e banhos em rios, lagos e mar

Quem resiste a um banho refrescante em dias quentes? E olha que há dias considerados até escaldantes. Porém, infelizmente, existem alguns riscos para as crianças e adultos que se aventuram em piscinas, lagos, rios e praias durante a diversão. 

Para se ter uma ideia, a maior incidência de casos de afogamentos acontece com crianças entre 1 e 4 anos de idade e depois com 10 e 14 anos. Mas não se deixar enganar pela falsa segurança de que as outras faixas-etárias estão livres de qualquer risco. Infelizmente não estão. Os perigos escondem-se além dos locais mais prováveis (mar, rios ou piscinas) e muitos deles estão em ambientes caseiros e disponíveis sem que os adultos percebam.

O afogamento é um acidente silencioso e rápido, muito diferente do que as pessoas esperam que seja. Não há tempo de gritos e ou braçadas que indiquem a asfixia, por exemplo. Em casa basta um balde ou banheira com poucos centímetros de água para que uma criança perca a consciência após inalar a água e chegue ao óbito. O tempo entre a aspiração de água, perda de consciência e morte pode ser de aproximadamente entre três e cinco minutos. Parece pouco, mas é muito para uma criança ficar sem ar e sem condições de pedir ajuda. 

Por tal, é importante não permitir que as crianças fiquem sozinhas nem por um segundo e, quando estiverem com elas, não os pais devem ser exclusivos na atenção, deixando os celulares e outras distrações longe! Todo cuidado é pouco. Vejam as nossas dicas:


Locais possíveis de afogamento:

Piscinas (de todos os tipos, inclusive as infláveis), baldes, tanques, banheiras, vasos sanitários, poços, represas, rios, mares, lagoas, caixas d’água, e tudo que possa acumular água e perigo para afogamento de uma criança devem ser evitados e ou indicados sem a supervisão de um adulto. Lembre-se que bastam dois centímetros de água para acidentes acontecerem. Geralmente brincadeiras com água promovem diversão e barulho, mas quando existe silêncio, verifique, pois é sinal de que algo não está dentro do previsível. Todo cuidado é pouco!


Cuidados:

Em piscinas: além da água existe o risco das bombas de sucção. A instalação de um sistema antiaspiração de cabelo e corpo é uma das soluções indicadas, assim como desligar a bomba no momento de uso é fundamental.

Em mares: muitas vezes existe a falsa sensação de segurança quando colocamos boias em nossas crianças. Esses, quando não supervisionados de perto, podem elevar os riscos e distanciar a criança de locais seguros, levando-as, por exemplo, para alto mar. Por isso é importante nunca deixar a criança sozinha e no caso de viagens em barcos, navios e brinquedos aquáticos sempre usar colete salva-vidas.

Em rios e lagos: por ter um cenário diferente de praias, é comum subestimarmos os perigos escondidos abaixo da água desses locais. Devemos aprender que a aparente calmaria não pode ser sinônimo de segurança. Estes locais são perigosos e imprevisíveis em suas correntes abaixo d’agua, sem falar nas pedras e sumidouros (fenômeno hidrológico natural que cria uma bacia no meio do rio com dinâmica similar a de um ralo de pia – puxa qualquer coisa para baixo).

Baldes, bacias, banheiras e outros utensílios que guardam ou acumulam água: é importante deixar fora do alcance das crianças qualquer objeto com potencial fator de risco. A imaturidade e falta de noção sobre o perigo de afogamento pode ser fator determinante para que ocorram acidentes. Como mencionado antes, basta dois dedos de água para que o pior aconteça, portanto, fiquem atentos!


Caso aconteça um afogamento próximo de você, alguns cuidados são essenciais, veja abaixo:

  • Tente resgatar a criança o quanto antes. Em locais de grande volume de água, se possível, tente o salvamento sem entrar na água.
  • Verifique se a criança está respirando. Se estiver, coloque-a de lado para expulsar a água engolida.
  • Se não perceber respiração, inicie a respiração boca a boca e massageie o tórax da criança para reanima-la e para que possa recuperar a respiração o mais breve possível para evitar qualquer possível lesão cerebral.
  •  A cabeça deve ficar em uma posição mais baixa que a altura do peito para evitar que se afogue em seu próprio vomito.
  • Após os primeiros socorros, leve a criança para um local seguro, seco e com cobertores ou roupas que a aqueçam. E leve-a imediatamente ou assim que possível para receber ajuda médica.

 Sites de referência:


Ong Criança Segura:http://criancasegura.org.br/page/dicas-de-prevencao-afogamento

Guia Infantil: http://br.guiainfantil.com/materias/saude/primeiros-socorrosafogamento-primeiros-socorros-para-as-criancas/

Hype Science: https://hypescience.com/atencao-pais-o-verdadeiro-afogamento-nao-se-parece-com-o-afogamento-da-tv/

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
E-mail: dragabrielabarbozacunha@gmail.com
Rua Amaral Gama, 333, conj. 134, Santana – SP
Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT

Pneumonia Infantil

Após ao início de sintomas, é importante a aplicação de tratamento já nas primeiras 48 horas

A pneumonia é uma doença inflamatória que pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos e ou parasitas no pulmão e afeta os alvéolos (sacos de ar microscópicos). Para você entender melhor, temos milhões de alvéolos no pulmão, que compõem as estruturas estéreis, livres de quaisquer microrganismos causadores de doenças.

Os principais agentes de contágio da pneumonia são os Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, microplasma, clamídia e Hemophilus.

Como acontece o contágio:

A pneumonia não é transmitida de pessoa para pessoa e pode acontecer por diversos fatores ligados ao indivíduo como, por exemplo, doenças crônicas, baixa imunidade, acamados e ou hospitalizados por longos períodos. Também, por sequelas de doenças como tuberculose, bronquiectasias e fibrose cística.

Existe também o risco de pneumonia por aspiração, quando a criança aspira o próprio vômito permitindo a entrada de líquidos e bactérias no pulmão. Isso pode ocorrer com bebês que ainda não sabem tossir, engolir a saliva ou expelir secreções, como também, com crianças acamadas e inconscientes. Em geral, uma pessoa doente com pneumonia não precisa ficar isolada de outras saudáveis.

Conheça os sintomas mais comuns:

Geralmente, os sintomas se confundem com outras doenças do trato respiratório como, por exemplo, gripes e resfriados. Nas crianças, quando não tratadas adequadamente pode deixar sequelas importantes e, em casos crônicos, levar ao óbito.

Entre os desconfortos comuns os pacientes apresentam quadros de febre alta (acima de 38,5º), dificuldade em respirar, falta de ar, confusão mental, mal-estar, dor no peito, tosse e secreção purulenta (esverdeada), falta de apetite e procrastinação (a criança fica sem vontade de brincar e ou fazer outras atividades). Em média os sintomas de pneumonia se apresentam em até 72 horas após o início de infecção, caracterizando o quadro e a necessidade de intervenção medicamentosa.

Idades mais sensíveis ao desenvolvimento:

Crianças menores de cinco anos são as mais propensas e sensíveis para desenvolver quadros de pneumonia, mas a enfermidade pode ocorrer em diferentes faixas etárias, inclusive em idosos e pessoas jovens e adultos com baixa imunidade, por exemplo.

Saiba como é feito o diagnóstico e tratamento:

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico, solicitação de Raio X e observação dos sintomas (tosse, chiado, secreção e febre). Há casos de necessidade de exames específicos como de sangue e análise do muco. Somente o médico será capaz de identificar as causas e o melhor tratamento para quadros de pneumonia, assim como a conduta de exames, procedimentos e até internações, quando necessárias.

Em geral, o tratamento se dá no ambiente familiar, sem a necessidade de internações (somente para casos mais graves associados com outras enfermidades). Lembre-se: siga corretamente as orientações do pediatra e nunca finalize o tratamento antes da data prevista recomendada pelo médico, tão pouco aumente as doses ou acrescente receitas de terceiros (incluindo as chamadas de “naturais” com ervas ou produtos sem origem).

Sobre a vacinação:

Na rede pública e particular estão disponíveis vacinas anti-pneumocócicas para menores de 2 anos de idade. Além destas, também, é importante manter o calendário vacinal em dia para evitar o contágio de outras doenças e bactérias. Fale com a sua pediatra para saber quais são as vacinas e períodos de aplicação para as crianças.

Dicas:

– Mantenha alimentação saudável e dê preferência para alimentos orgânicos e não industrializados.

– Ofereça muita água e hidrate a criança ao longo do dia.

– Ao primeiro sinal de doença respiratória, fale com o pediatra de costume. Em emergências, procure o pronto atendimento infantil para o diagnóstico correto da criança.

– Mantenha a criança em repouso, se estiver doente.

– Nunca automedique a criança, isso pode colocar a vida e saúde dela em risco e favorecer o aparecimento de superbactérias.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Otite

A otite é uma doença muito comum na infância, especialmente até os seis anos de idade e pode ser caracterizada como externa, média e interna. Nesta fase, as crianças possuem anatomia propícia à infecções e ou inflamações no ouvido médio, região que fica atrás dos tímpanos.

Causas:

As causas podem ser por transmissão de bactérias, fungos e quadros virais, além de doenças do trato respiratório, alergias, respiração pela boca, entre outros fatores. E, muitos quadros desaparecem sozinho, sem necessidade de medicamentos, mas há outros que são recorrentes e precisam de acompanhamento médico. Em bebês, os quadros de otite aparecem pela dificuldade de dormir, falta de amamentação, acumulo de água nos ouvidos (banho) e por oferecer mamadeira enquanto a criança está deitada.

Entenda melhor:

Dentro do ouvido existe as tubas auditivas – canais que ligam a faringe às orelhas médias – e, nas crianças, o formato tende a ser mais horizontal, favorecendo infecções, por exemplo, a partir de resfriados ou alergias que causam inchaço local e bloqueiam a ventilação do ouvido. Com isso, há um acúmulo de secreção na região, tornando-se ideal para a proliferação de bactérias e vírus.

Sintomas:

Além de dor, sensação de pressão, diminuição auditiva e vermelhidão nos tímpanos, é comum (em casos mais crônicos) a criação de pus e secreções, febre, náuseas e vômitos, tontura e perda de equilíbrio, dificuldade de se alimentar e mal estar.

Fatores de risco:

Como mencionado, é uma doença comum na infância, em especial para menores de 6 anos, por terem a anatomia dos ouvidos e garganta ainda em formação. O contato com outras crianças também é um fator favorável para o contágio de bactérias, vírus e fungos, instrumentos causadores da doença. Ainda, no banho com bacias e banheiras, ao entrar e sair de piscinas, mares e rios, pode ficar um pouco de água nos ouvidos promovendo inflamações.

Diagnóstico e tratamento:

A partir do histórico da criança, o diagnóstico pode ser realizado por meio de exame físico e presencial, no qual o médico avalia as condições gerais do paciente, assim como verifica a parte interna do ouvido e identifica se os tímpanos se movimentam livremente, se existe acumulo de líquidos (secreções) ou anomalias auditivas. O tratamento pode ser assintomático e ou com uso de antibióticos a partir das orientações do especialista. É importante ressaltar que os pais não devem, nunca, automedicar as crianças sem orientações médicas para não colocar em risco a saúde e vida de seus filhos.

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