Doenças da infância

Durante a infância é muito comum as crianças ficarem doentes e, às vezes, mais de uma vez dentro do mesmo semestre. Calma! É natural e faz parte do processo de “amadurecimento” imunológico. Conheça algumas que fazem parte da infância e entenda melhor:

– Febre – conheça as variações:  35ºC ou menos: hipotermia / 36 a 37,5: normal / 37,7: estado febril / 37,8 a 39,5: febre / 39,6 a 41: febre alta / 41,2 ou mais: hipertermia.

– Bronquiolite – saiba o que é: trata-se de uma doença provocada por diversos vírus, tendo como mais comum o sincicial respiratório (VSR), que causa a inflamação dos bronquíolos – parte final dos brônquios – e apresenta sintomas de infecções virais da via aérea superior, com febre e coriza. Por isso o diagnóstico, nos primeiros dias, pode ser confundido com outras doenças.


– Pneumonia –  saiba o que é: é uma doença de cunho inflamatório que pode ser originada de bactérias, vírus, fungos e ou parasitas no pulmão e afeta os alvéolos (sacos de ar microscópicos). Temos milhões de alvéolos no pulmão, que compõem as estruturas estéreis, livres de quaisquer microrganismos causadores de doenças. Seus principais agentes de contágio são os Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, microplasma, clamídia e Hemophilus.


Rotavírus – saiba o que é: é uma bactéria transmitida por via fecal-oral, também, pelo contato direto entre as pessoas, uso em comum de acessórios e utensílios pessoais (colheres, copos, etc., brinquedos (falta de higiene e limpeza – lembrem-se que as crianças lambem e levam a boca tudo o que podem), alimentos e água contaminada, além de falta de saneamento básico.


-Gripe – saiba o que é: é uma infecção respiratória causada pelos vírus da família Influenza, da qual existem diversos tipos conhecidos como “cepas” e que podem promover quadros de moderados a graves, dependendo da imunidade do paciente. Provoca febre, mal-estar e sintomas que podem deixar a pessoa prostrada.


-Resfriado – saiba o que é:  também é provocada por meio de infecção respiratória viral, oriunda de múltiplos vírus como Rinovírus, Adenovírus, Parainfluenza. Diferente da gripe, não provoca febre, mas pode confundir os pais no diagnóstico devido a coriza e mal-estar ocasionados nas crianças.


– Meningite – principais tipos: Principais tipos: Streptococcus pneumoniae (pneumococo) – mais comum e pode provocar infecções de ouvido e pneumonia. Existe vacina para combatê-la. / Neisseria meningitidis – é extremamente contagiosa e afeta principalmente adolescentes e jovens adultos. Se espalha na corrente sanguínea por meio de infecções respiratórias. / Haemophilus influenzae – comum no contágio em crianças, essa bactéria está controlada no Brasil por meio da vacina, que protege e imuniza contra a transmissão a partir de infecções no trato respiratório. / Listeria monocytogenes – mulheres grávidas, idosos, recém-nascidos e pessoas com baixa imunidade são mais aptas ao contágio, enquanto a maioria das outras pessoas não apresentam sequer os sintomas. / Meningite fúngica – pode elevar ao estado agudo da doença e apresenta sintomas semelhantes aos da meningite bacteriana. Atualmente é menos comum e não é transmitida de pessoa para pessoa.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435

Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT

Febre Amarela

Você sabia que existem dois tipos de febre amarela e ambas são passadas para humanos. Mas, felizmente, aqui no Brasil, uma delas já está erradicada e sem registros há muito tempo!

Saiba mais:


Febre amarela urbana –
 transmite o vírus flavivírus e é caracterizada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, Chicungunha e Zika Vírus. Desde 1942 não há registro deste tipo de doença no Brasil.


Febre amarela Silvestre – também transmite o vírus flavivírus, mas o mosquito se contamina originalmente com a primeira picada em primatas não-humanos (macacos) que vivem em florestas tropicais. Os vetores são as fêmeas dos mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas e na beira dos rios.0


Conheça como se dá a transmissão:     

Vale ressaltar que a transmissão da febre amarela não ocorre de pessoa para pessoa e sim quando um mosquito pica uma pessoa e ou um primata (macaco) infectado e depois pica outra pessoa saudável. 

Sobre a Vacina:

 A vacina é a maneira mais segura de evitar o contágio do vírus da família dos Flavivírus, que atinge humanos e outros vertebrados, e é constituída da cepa 17D, com vírus vivos atenuados, que imunizam e protegem. Sua ação tem poder proteção após dez dias de sua aplicação e está disponível na rede pública e particular para crianças a partir de nove meses de vida. 


Vale lembrar que não é recomendada para gestantes, mulheres amamentando, crianças antes dos 9 meses, pessoas imunodeprimidas, como pacientes com câncer, e maiores de 60 anos.

Desde abril de 2017, a vacina passou a ser dose única e válida para a vida toda. Essa determinação foi adotada pelo Ministério da Saúde após recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Conheça os sintomas e evolução da doença:

Os sintomas e a evolução da doença, ocorre entre três a seis dias após a picada do mosquito infectado. Por se tratar de uma doença viral aguda, as pessoas infectadas, em geral, além dos sintomas clássicos como febre, mal-estar, vômito, diarreia e calafrios, podem apresentar icterícia (pele amarelada), perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas, hemorragias, anúria (comprometimento dos rins), hepatite, coma hepático e problemas cardíacos que podem levar ao óbito.

Conheça como se dá o diagnóstico e tratamento:        

Como a doença apresenta sintomas similares ao de outras, é ideal que seja feito um exame laboratorial para o diagnóstico correto. Em regiões com surtos, é importante recorrer ao posto médico ou hospital logo que os primeiros sintomas aparecerem para evitar epidemias ainda maiores. O tratamento requer atenção médica e suporte em hospital para que o quadro não evolua com gravidade. Embora não existam remédios específicos para aliviar e tratar os sintomas, nos casos graves é realizado diálise e transfusão de sangue. Vale dizer que é importante manter a hidratação e evitar o uso de antitérmicos com ácido acetilsalicílico.


Recomendações importantes:

Ao menor sintoma sintoma da doença, procure um posto de saúde e relate ao médico os sintomas manifestantes.

Se você vai viajar ou visitar regiões com possíveis surtos ou casos de febre amarela, é importante vacinar-se com pelo menos dez dias de antecedência.

O uso de repelentes é indicado, desde que atenda a faixa etária e recomendações do médico – para crianças, fale sempre com o pediatra antes de aplicar (para evitar alergias).

Mantenha a caderneta de vacinação em dia e vá ao posto de saúde se prevenir se você mora nas regiões indicadas.

A utilização de roupas com magas e pernas compridas ajudam a evitar picadas.

Evitar os locais com suspeita de mosquitos transmissores é importante para a própria saúde e de outras pessoas.

Mantenha os locais propícios ao acúmulo de água sempre limpos, livres de lixo, entulho e água. Desta maneira o mosquito transmissor não se reproduz. 

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Primavera – doenças e cuidados com as crianças


Nesta estação é comum a manifestação de viroses e doenças infectocontagiosas

A primavera é a estação de transição entre o inverno e o verão e, neste período, é muito comum ouvir dizer que existem surtos de doenças infantis. Isso não é mito! De fato, aumentam os casos de contágio entre as crianças e, também, em adultos.

Entre alguns vírus estão a caxumba, varicela (catapora), rinite, conjuntivite, rubéola, sarampo e asma. Para evitá-las, é necessário (antes de mais nada) manter as vacinas em dia e adotar alguns cuidados básicos para minimizar possíveis infecções.

Lembre-se que muitas doenças, infelizmente, ainda não possuem vacinas, como o Covid-19, então procure sempre orientações com seu pediatra para não praticar automedicação e diagnósticos errados por indicação de não especialistas. 

Embora a primavera seja a mais belas de todas as estações, com flores e muitas cores, o pólen delas está no ar e pode causar coriza, espirros, coceira e obstrução nasal. A garganta e olhos ficam mais irritados e, para os alérgicos, isso é um problema.

Costumo, ainda, alertar os pais sobre esta estação, que devido à baixa umidade do ar e as mudanças repentinas de temperatura, é preciso ficar atento aos primeiros sinais de quaisquer possíveis infecções.

Evitar ambientes fechados e com aglomerações é importante e, em casa, além de manter os locais arejados, pode-se usar bacias com água e umidificadores de ar para a baixar o pó e melhorar a respiração. Utilizar o álcool gel é outra boa medida para higienizar as mãos, brinquedos e locais compartilhados pelas crianças como na escola, por exemplo.

Vejam as minhas dicas para que se possa aproveitar ao máximo e com saúde os dias mais coloridos do ano:


Dicas:

– Procure o pediatra para esclarecer dúvidas e para diagnósticos precisos.- Mantenha os locais arejados, limpos e com umidificadores de ar (bacia com água, toalha molhada ou aparelhos apropriados para este fim).

– Nunca divida copos, chupetas e mamadeiras entre as crianças.

– Não exponha a criança com outras no caso dela estar doente, especialmente na escola. Em geral, a incidência de casos de infecção viral, comuns desta época do ano, acontecem em crianças entre três e sete anos.

 – Ofereça muita água e líquidos (sucos e chás) para hidratar e manter o corpo em equilíbrio, pois a pele também pode apresentar ressecamento e rachaduras devido o vento e tempo seco.

– Utilize soro fisiológico para hidratar as narinas e os olhos, pelo menos duas vezes ao dia.

– Para crianças com quadros de asma, bronquite e rinites, além de todos os cuidados citados, retire cortinas, bichos de pelúcia, tapetes e objetos que acumulem pó na casa e nos principais locais em que costumam ficar.


Saiba mais sobre as principais doenças desta estação e seus sintomas:

  • Roséola – com incidência entre 0 e 1 ano, inicia com febre alta e é transmitida pela saliva. A infecção é causada pelo vírus do herpes humano tipo 6 (HVH-6) e 7 (HVH-7). Os sintomas são febre alta entre 3 e 4 dias, coriza, falta de apetite, erupções no tronco que se expandem na direção do pescoço e nas extremidades podendo sumir em algumas horas ou em até três dias.
  • Escarlatina – é comum em crianças na idade escolar e derivada da bactéria Estreptococo Beta Hemolítico do grupo A. Os sintomas são dores no corpo, garganta, barriga, cabeça, erupção cutânea, mal-estar, náuseas e vômitos.
  • Varicela (catapora) – é causada pelo vírus Herpesvirus Varicellae e acomete mais crianças do que outras faixas etárias. Os sintomas são febre, dores de cabeça, cansaço, falta de apetite e aparecimento de bolhas avermelhadas e ou feridas na pele, sendo o rosto e tronco os mais afetados.
  • Caxumba – transmitida por contato direto com gotículas de saliva e ou pertences de pessoas infectadas pelo vírus Paramyxovirus, provoca dores musculares, calafrios, febre, fraqueza e dificuldade em mastigar ou engolir. 
  • Rinite alérgica – provocada por diversos fatores, chamados de alérgenos, causa reações diversas como, por exemplo, nariz entupido, secreção clara, irritação e coceira nasal.
  • Conjuntivite viral – altamente contagiosa, é provocada a partir de agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Os sintomas são olhos vermelhos, coceira, irritação e lacrimejamento.
  • Rubéola – derivada do Rubella Vírus, o contágio se dá por meio de espirro ou tosse, transmitida de pessoa para pessoa. Também, pode ser passada de mãe para filho ainda na gestação. Os sintomas são erupções vermelhas na pele, febre, dores musculares e mal-estar constante.
  • Sarampo – transmitida pelo vírus Morbillivirus, passa de pessoa para pessoa por meio de saliva (tosse, espirros e fala) e secreções nasais. Os sintomas são exantemas (pequenas erupções) na pele de cor avermelhada, mal-estar, dores de cabeça e inflamação das vias respiratórias com catarro.
  • Asma – causada por inflamação crônica das vias aéreas, se manifesta a qualquer sinal de irritação. Os sintomas são tosse, chiado, cansaço e falta de ar.

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