Cigarro não combina com Crianças

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Adultos que fumam perto de crianças podem prejudicar a saúde de seus filhos aos poucos

Fumantes passivos são àqueles que convivem (no mesmo ambiente) com pessoas que fumam e, por diversos motivos, se expõem aos componentes cancerígenos e tóxicos exalados pela fumaça do cigarro da mesma maneira de quem os consome. E pensar em fumar fora de casa, no quintal, na varanda ou área de serviço, por exemplo, não diminui os riscos à saúde das crianças como se imagina. No texto de hoje vou falar sobre os principais cuidados e dicas para evitar problemas respiratórios derivados do tabaco.

Não fume próximo de crianças:

O cigarro concentra mais de 4, 7 mil substâncias tóxicas que são extremamente agressivas para a saúde de bebês e crianças. O alcatrão, por exemplo, é cientificamente comprovado como cancerígeno, o monóxido de carbono da fumaça agrava a oxigenação no sangue e eleva as chances de obstrução dos vasos sanguíneos (aterosclerose).

Mesmo minutos depois de apagar o cigarro, é comum, o fumante eliminar as substâncias nocivas adquiridas pelo trago através da pele, respiração e contaminação da roupa e do cabelo. A probabilidade de a criança desenvolver doenças respiratórias aumenta significativamente e, ainda, segundo o Ministério da Saúde, o fumo passivo pode ser letal e eleva em 30% as chances de câncer de pulmão e em 24% o risco de infarto.

Problemas de saúde:

Já sabemos que pessoas expostas aos malefícios do cigarro são mais suscetíveis a doenças crônicas como asma, bronquite e pneumonia. A curto prazo as crianças podem apresentar irritação nos olhos, dor de cabeça, náuseas, tosse, falta de ar e sinusite crônica. Os pulmões, vias aéreas, brônquios, fígado e bexiga são os órgãos mais corriqueiros para desenvolver câncer por causa das substâncias do tabaco e isso vale tanto para fumantes ativos e como para os passivos. Problemas auditivos (perda auditiva neurossensorial) podem ser relacionados à exposição ao fumo, de acordo com a Universidade de Medicina norte americana.

Vale dizer que os problemas ocasionados pelo cigarro vão além dos aspectos físicos. Problemas psiquiátricos e psicológicos também acontecem decorrentes de ansiedade e depressão por conta dos gases tóxicos inalados da fumaça. Nas crianças, afeta a concentração, dificulta o aprendizado e interfere diretamente no comportamento dentro e fora de casa (ficam mais irritadas).

Riscos para crianças:

Fumar durante a gravidez pode provocar aborto, gestação de risco com desenvolvimento do embrião fora do útero, retardo mental e baixo peso dos bebês. Na amamentação (e gestação) aumenta em 50% as chances da Síndrome da Morte Súbita Infantil em bebês por conta da nicotina e das toxinas que são repassadas de mãe para filho pela corrente sanguínea e pelo leite materno. Há, ainda, overdose tóxica ou parada cardíaca. Ao ter contato com a fumaça, que não tem filtro como em um cigarro, a criança está exposta até três vezes mais ao monóxido de carbono e a nicotina, sem falar nas substâncias cancerígenas que se elevam até cinquenta vezes mais. Em outras palavras, os fumantes passivos, em especial crianças, sofrem muito mais com os males do cigarro do que os fumantes propriamente ditos.

Dicas:

Se você fuma ou algum parente próximo e presente na vida das crianças, avalie a possibilidade de parar. Procure ajuda e diminua consideravelmente a quantidade de cigarros. Sabemos que não é fácil e tão pouco um processo rápido, mas vale a pena recorrer aos tratamentos oferecidos pela rede pública e privada para salvar a sua vida e de outras pessoas. O cigarro deixa a pessoa fedida, com tons de pele amarelados, cabelos ressecados e dependente de algo que só faz mal para a saúde. Opte por momentos mais felizes ao lado das crianças, dívida emoções do bem e consuma produtos que contribuam para a o bem-estar.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
E-mail: dragabrielabarbozacunha@gmail.com
Rua Amaral Gama, 333, conj. 134, Santana – SP
Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT

Doenças de inverno

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O inverno é um período de clima seco e dias frios, alguns mais e outros menos. A oscilação na temperatura favorece a proliferação de algumas doenças, sobretudo as respiratórias. Por tal, é importante ficamos alertas quanto aos sintomas e estado geral da criança.

Para ajudar, abaixo descrevemos um pouco mais sobre as principais doenças do inverno que necessitam de atenção médica para evitar agravamento na saúde de nossas crianças

  • Pneumonia

A pneumonia é uma doença de cunho inflamatório que pode ser originada de bactérias, vírus, fungos e ou parasitas no pulmão e afeta os alvéolos (sacos de ar microscópicos). Temos milhões de alvéolos no pulmão, que compõem as estruturas estéreis, livres de quaisquer microrganismos causadores de doenças. Seus principais agentes de contágio são os Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, microplasma, clamídia e Hemophilus.

  • Rotavírus 

O rotavírus é uma bactéria transmitida por via fecal-oral, também, pelo contato direto entre as pessoas, uso em comum de acessórios e utensílios pessoais (colheres, copos, etc., brinquedos (falta de higiene e limpeza – lembrem-se que as crianças lambem e levam a boca tudo o que podem), alimentos e água contaminada, além de falta de saneamento básico.

  • Gripe 

A gripe é uma infecção respiratória causada pelos vírus da família Influenza, da qual existem diversos tipos conhecidos como “cepas” e que podem promover quadros de moderados a graves, dependendo da imunidade do paciente. Provoca febre, mal-estar e sintomas que podem deixar a pessoa prostrada.

  • Resfriado

O resfriado também é provocado por meio de infecção respiratória viral, oriunda de múltiplos vírus como Rinovírus, Adenovírus, Parainfluenza. Diferente da gripe, não provoca febre, mas pode confundir os pais no diagnóstico devido a coriza e mal-estar ocasionados nas crianças.

  • Meningite – principais tipos:

Streptococcus pneumoniae (pneumococo) – mais comum e pode provocar infecções de ouvido e pneumonia. Existe vacina para combatê-la.

Neisseria meningitidis – é extremamente contagiosa e afeta principalmente adolescentes e jovens adultos. Se espalha na corrente sanguínea por meio de infecções respiratórias.

Haemophilus influenzae – comum no contágio em crianças, essa bactéria está controlada no Brasil por meio da vacina, que protege e imuniza contra a transmissão a partir de infecções no trato respiratório.

Listeria monocytogenes – mulheres grávidas, idosos, recém-nascidos e pessoas com baixa imunidade são mais aptas ao contágio, enquanto a maioria das outras pessoas não apresentam sequer os sintomas.

Meningite fúngica – pode elevar ao estado agudo da doença e apresenta sintomas semelhantes aos da meningite bacteriana. Atualmente é menos comum e não é transmitida de pessoa para pessoa.

Caso a sua criança apresente algum sintoma de síndromes gripais, queda no estado geral de saúde e ou apatia repentina, além de dificuldade respiratória, procure orientação da sua pediatra e pneumologista.

Em tempos de Covid-19, é importante observar os sintomas evitar a ida desnecessária aos prontos socorros infantis. Dê preferência, se não for emergencial, aos consultórios, que são mais seguros e adotaram medidas de biossegurança mais rígidas com atendimentos espaçados.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Riscos de usar chupeta

chupeta

O item, popular no Brasil, oferece mais malefícios que benefícios à saúde da criança

A chupeta é um item considerado para algumas mamães como indispensável e para outras um pesadelo. Famosa por acalmar o bebê já nos primeiros dias de vida e vilã para inúmeros outros motivos que podem prejudicar o desenvolvimento da criança, a chupeta oferece mais malefícios do que benefícios.

No Brasil, é comum e cultural a indicação do uso deste artigo entre as famílias e, devido ao seu valor acessível, não é raro vermos diversas marcas e modelos à disposição nas lojas sem qualquer fiscalização e ou recomendação adequada.

Antes de falar sobre os benefícios ou problemas que a chupeta pode ocasionar para as crianças, é interessante dizer que o bebê, ainda dentro do ventre da mãe, já pratica a sucção como reflexo de sobrevivência, possível de ser visto nas ultrassonografias quando estão com os dedinhos dentro da boca.

Para os leigos, isso pode caracterizar como um ato fofo e bonitinho do bebê, mas vai muito além disso. A sucção é uma necessidade fisiológica natural do ser humano e o fazemos para sobrevier (aleitamento materno) e, quando bebês, para a liberação de endorfina – hormônio responsável pela sensação de prazer e bem-estar, segurança afetiva, regulador da dor, humor, ansiedade e estresse.

Após esclarecer sobre a sucção, prática recorrente do bebê que usa a chupeta como auxiliador para se acalmar e ou dormir, vamos ao passo dois – falar sobre os benefícios e malefícios que este objeto provoca:

Benefícios:

Não existem benefícios cientificamente comprovados para o uso da chupeta. Alguns estudos abordam o uso da chupeta no combate da síndrome da morte súbita do lactante, um fenômeno que acontece durante o sono dos bebês sem diagnóstico médico. Mas não há indícios fortes que possam ser considerados como importantes para a indicação do uso de chupetas em bebês na hora de dormir.

Malefícios:

São muitos os motivos para não aderir a chupeta, do ponto de vista de saúde e bem-estar da criança. O seu uso promove diversos problemas que vão desde o desenvolvimento psíquico (dependência) como, também, prejudica a amamentação (a criança pode recusar o peito e ou diminuir consideravelmente as mamadas), altera o desenvolvimento ósseo da mandíbula, promove problemas ortodônticos e coloca a saúde em risco à bactérias e vírus alojados na superfície e parte interna do látex ou borracha do produto, sem falar no perigo dos assessórios como brilhos, pérolas, bigodes e outros itens que são chamariz para que os pais comprem para bebês.

Importante – sucção da chupeta não ajuda na amamentação

Vale dizer, também, que a sucção da chupeta em nada se assemelha com a sucção da amamentação no seio materno. O afeto é construído neste momento, quando há contato direto da mãe para com o filho (a), e, ainda durante a amamentação, além de receber nutrientes, vitaminas e o alimento para a vida, a criança respira de maneira adequada, os ossos da face, mandíbula e músculos da mastigação se desenvolvem dentro do padrão esperado e não há riscos de infecções por contato com objetos contaminados.

Como fazer a criança desapegar da chupeta:

Tão difícil como corrigir uma birra infantil, retirar o habito da chupeta é algo que deve ser feito com calma e com cuidado para evitar traumas na criança. Lembre-se que tudo começou com a necessidade de acalentar e tornar a vida do bebê menos estressante – esse é o maior motivo que os pais aderem ao uso de chupetas – e, pelo mesmo motivo, deve-se agir com carinho preparando a criança para o definitivo “tchau” ao objeto.

Para isso não existe fórmula mágica ou exemplos que podem e devem ser seguidos. Cada mãe e pai deve desenvolver uma técnica particular de como retirar a chupeta do convívio da criança. Como dica, sempre que a criança pegar a chupeta converse com ela e a distraia para outra atividade, como a leitura de um livro, uma brincadeira ou mesmo um abraço carinhoso. Aos poucos, sem que ela perceba, o hábito da chupeta será esquecido. O mesmo processo vale para o uso de mamadeiras e acessórios de transição. Chame a atenção para outros itens que despertem autonomia e bem-estar para a criança.

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