Automedicação

self-medication-1

A prática de automedicação coloca em risco a saúde e a vida do paciente/doente e pode, também, provocar intoxicações, alergias graves, além de efeitos contrários ao indicado na bula.  Se combinado com outros remédios sem a orientação do médico pode potencializar a ação de alguns princípios ativos e anular outros comprometendo os resultados e o tratamento de doenças.

No caso dos antibióticos pode, ainda, favorecer o surgimento de superbactérias que ao decorrer do uso abusivo deste tipo de medicamento serão difíceis de combater. Também, a automedicação mascara o diagnóstico de doenças que precisam de tratamentos imediatos, pois quando alguém toma remédio por conta para minimizar sintomas, atrasa a avaliação do médico colocando sua saúde em risco.

Entenda o que é a automedicação:

A automedicação é caracterizada pela compra e ingestão de remédios e similares (homeopáticos e outros consideradas naturais) sem a orientação e prescrição de um médico e especialista na área de saúde ara alívio de sintomas de dores e doenças.

Cuidados com os medicamentos perto das crianças:

As crianças são as maiores vítimas de intoxicação por medicamentos, seguido por produtos de limpeza e similares. Isso ocorre principalmente pelo fato de elas não terem sabedoria suficiente para distinguir um comprimido de uma bala ou um xarope colorido de um suco, por exemplo.

Por tal, é importante manter remédios, produtos de limpeza e similares longe do alcance delas e bem fechados. Também, reforcem a importância de sempre mostrarem para os pais tudo o que encontram pela casa ou outros locais para que, desta maneira, evitem a ingestão de algo inoportuno. Façam o mesmo para que as crianças não aceitem nada de pessoas estranhas, fazendo valer as recomendações das nossas avós e mães.

Campeões de vendas sem indicação médica:

Entre os remédios campeões de vendas sem indicação médica e que podem ser comprados nas farmácias sem fiscalização ou sem prescrição médica estão os antitérmicos, analgésicos, anti-inflamatórios, xaropes, inalações e remédios alternativos (naturais ou homeopáticos) dos quais seus princípios ativos podem provocar reações adversas em pessoas sensíveis e alérgicas a algum componente da fórmula.

Riscos de informações falsas nos buscadores de internet

Os buscadores de informação na web assumiram papéis importantes na complementação de informações para todos nos, porém, no diagnóstico de doenças não há segurança nenhuma, pois sempre é necessário a avaliação do médico em consulta presencial.

Muitas doenças possuem sintomas similares e podem confundir quem não possui conhecimento médico. Portanto, a automedicação deve ser evitada ao máximo, assim como a busca por diagnóstico na internet.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
E-mail: dragabrielabarbozacunha@gmail.com
Rua Amaral Gama, 333, conj. 134, Santana – SP
Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT

Caxumba

caxumba

Comum no inverno, também pode ser transmitida no outono e afetar homens e mulheres

Não é novidade que no outono é comum as crianças e adultos sofrem com doenças infectocontagiosas e, também, os prontos-socorros ficarem mais cheios por conta disto. Entre as doenças de maior incidência nos períodos mais secos e frios está a caxumba, que tem seu ápice no inverno, porém já começa a se manifestar desde já.

Diferente do que se pensa no dito popular, a caxumba não é uma doença exclusivamente masculina e também atinge as mulheres e crianças de todas as idades. E os sintomas não se limita apenas no inchaço do pescoço. No texto de hoje pretendo esclarecer mais sobre este tema e desmistificar quaisquer dúvidas das pessoas.

O que é a Caxumba:

Embora a doença seja mais comum na infância, em especial nos meses de inverno e início da primavera, ela também pode acometer adultos e de ambos os sexos. Caracterizada pela inflamação das glândulas parótidas, submaxilares e sublinguais – todas localizadas entre a região do pescoço e maxilar – é causada pelo vírus da família Paramyxovirus.

Transmissão:

O tempo de incubação da doença é variável entre 14 e 25 dias e a transmissão pode acontecer a partir do segundo e nono dia após o contágio, que se dá pelo contato direto com gotículas de saliva e ou pertences de pessoas infectadas, igualmente ao de outras doenças de trato infeccioso. Em geral, pode acontecer em ambientes fechados e com pouca circulação de ar, típico de estações como outono, inverno e início de primavera.

Não é comum a pessoa que foi infectada uma vez manifestar a doença pela segunda vez, pois adquire imunidade ao vírus. No entanto, se a infecção acontecer apenas de um lado, pode se manifestar do outro em um novo momento.

Sintomas:

Os sintomas podem ser confundidos inicialmente com outras doenças por apresentar, por exemplo, dores musculares, calafrios, febre e fraqueza. Posteriormente, acontece dificuldade em mastigar ou engolir, com inchaço na região do pescoço ou papada, como é conhecido popularmente.

Os sintomas têm duração entre 5 e 7 dias, sendo necessário o acompanhamento médico, especialmente quando evolui para os testículos (homens) e ovários (mulheres) causando infertilidade. Ainda, em alguns pacientes pode evoluir para outras enfermidades como pancreatite, meningite asséptica, neurite e surdez.

Tratamento:

O tratamento é feito com medicação para aliviar os sintomas, como medida paliativa, já que não existe algo de fato recomendado para combater a doença. Recomenda-se repouso por sete ou mais dias até que o enfermo esteja sem sintomas ou dor.  Torna-se essencial o acompanhamento do médico, especialmente para as crianças.

Uma das maneiras mais eficazes de evitar o contágio é a vacina, disponibilizada na rede pública dentro do calendário básico de vacinação, inclusa na dose tríplice viral, sendo a primeira dose aplicada aos doze meses de vida do bebê e depois entre 4 e 6 anos. Pessoas que não tomaram na infância ou adolescência, assim como os pacientes imunodeprimidos e mulheres gestantes podem tomar na fase adulta. Por tal, é importante sempre manter as vacinas em dia.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
E-mail: dragabrielabarbozacunha@gmail.com
Rua Amaral Gama, 333, conj. 134, Santana – SP
Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT

Refluxo Gastroesofágico

Acid-Reflux-in-Infants

Quantas vezes você amamentou ou deu mamadeira para o bebê e minutos depois ele regurgitou parte do que consumiu? Este retorno alimentar é conhecido como refluxo gastroesofágico, cujo alimento retorna do estomago para o esôfago provocando regurgitações e vômitos. No texto de hoje vou falar sobre este tema e esclarecer algumas dúvidas para que você possa identificar quando é normal ou não.

SAIBA O QUE É O REFLUXO GASTROESOFÁGICO:

Muito comum na primeira infância – do nascimento até os 12 meses, sobretudo em bebês menores de seis meses –, as crianças podem apresentar retorno do conteúdo alimentar e ácidos do estomago para o esôfago até a boca devido a uma “falha” do esfíncter, conhecida como uma válvula que se localiza entre os dois órgãos cuja função é se abrir para receber o alimento e se fechar após este processo.

POSSÍVEIS CAUSAS:

O refluxo gastroesofágico pode acontecer por diferentes razões que vão, por exemplo, do excesso de alimento ingerido até a posição em que a criança fica quando é amamentada favorecendo o retorno do alimento.  Em geral, é caracterizado como fisiológico, ou seja, está relacionado a imaturidade do sistema digestivo e falha nos mecanismos de barreira antirrefluxo da criança. Porém, se não apresentar melhora após os seis meses, com grande volume de episódios, pode ser de causa patológica como intolerância ou alergia alimentar e anomalias do trato digestivo, necessitando de acompanhamento clínico médico e tratamento adequado para melhorar.

GRUPO DE MAIOR INCIDÊNCIA:

Os bebês menores de seis meses são mais propensos à episódios de refluxo fisiológico, também conhecidos como regurgitação do lactente, especialmente porque ficam mais tempo deitados e ingerem maior quantidade ou volume de alimentos. Também, podem apresentar refluxo patológico (doença) crianças prematuras, obesas, com distúrbios neurológicos e com doenças pulmonares como displasia broncopulmonar e fibrose cística.

DESCONFORTOS DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO:

Além dos desconfortos provocados pelos episódios de vômito e refluxo, as crianças podem apresentar irritabilidade, dificuldade para ganhar peso, falta de apetite, dor ao engolir, azia e mal estar, engasgos e sintomas respiratórios como tosse crônica, laringite, faringite, otite, pigarro e chiado no peito. Esses sintomas são agravados pelo ácido liberado do estomago junto ao alimento/sólido que retorna.

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico pode ser feito com base no histórico da criança e, também, quando necessário por meio de exames indicados de acordo com a idade e gravidade dos sintomas.

TRATAMENTOS:

Com base no diagnóstico correto, a médica poderá recorrer a orientações de mudanças na alimentação, posicionamento elevado do colchão e, se necessário, a administração de medicamentos para tratar sintomas e desconfortos.

DICAS:

– Para as crianças com idade inferior aos 12 meses de vida, especialmente até os 6 meses, é necessário fazê-las arrotar com frequência na mesma posição em que as nossas avós nos ensinava: mantenha a criança com a cabeça apoiada no seu ombro, como se estivesse de abraçando-a e aguarde até que arrote. Pode demorar dez, quinze e até trinta minutos para ocorrer.

– Não amamente ou ofereça alimentos quando a criança estiver deitada, isso favorece o refluxo.

– Se você perceber algo diferente, busque ajuda médica especializada. Nunca automedique a criança, evite colocá-la em risco!

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435
Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
Facebook e Instagram: @dragabrielabarbozacunha
E-mail: dragabrielabarbozacunha@gmail.com
Rua Amaral Gama, 333, conj. 134, Santana – SP
Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT