As doenças gastrointestinais podem acontecer a qualquer momento e com crianças e adultos de diferentes idades. Os motivos são inúmeros e podem ser por falta de higiene adequada das mãos que manipula o alimento ou a bebida, falta de higiene na preparação, assim como, também, é comum que os alimentos tenham menor tempo de “vida” útil nos dias mais quentes e podem provocar intoxicação e até alergias em quem os ingere. Além disso, há risco de contrair hepatite A por meio de ingestão de água e alimentos contaminados.
Para evitar problemas como diarreia e vômito é importante lavar sempre as mãos (com água e sabão), lavar brinquedos e utensílios assim que as crianças brincarem, evitar locais com aparência suja ou sem manutenção de limpeza e nunca permitir a troca de mamadeiras, chupetas e alimentos entre elas.
Entre as principais doenças do trato digestivo estão infecções intestinais, geralmente causadas por alimentos contaminados ou que provocam alergias e síndrome do intestino irritável (colite nervosa ou doença funcional do intestino). A salmonela é uma das principais causas de infecção e está presente em alimentos como maionese, ovo, frango e peixe, causando vomito e diarreia aguda.
Outra doença comum é a dispepsia, caracterizada com a dificuldade de digestão, mal-estar, dores no abdômen e sensação de saciedade precoce, seguida de sensação de enfartamento.
A azia também é comum em crianças, ainda mais quando se ingere muito refrigerantes, gorduras, industrializados e alimentos ou bebidas com má conservação.
Como dica, é importante comprar os produtos (bebidas e comidas) de locais que garantam o mínimo de higiene e procedência dos mesmos, além de higienizá-los adequadamente com água potável e preparo correto, sobretudo saladas, frutas e alimentos crus.
Se a criança apresentar sintomas de doenças gastrointestinais, procure ajuda médica para diagnosticar os motivos e indicar o melhor tratamento para melhorar a saúde.
Além do Coronavírus existem outros subtipos ativos e circulantes
Atualmente, as principais síndromes gripais ativas e circulantes, que se tem conhecimento, são a Influenza A H1N1, Influenza A H2N3, Influenza B, o Vírus Sincicial Respiratório – VSR (frequente nas bronquiolites em crianças menores de 2 anos) e o Coronavírus. Os sintomas podem confundir o diagnóstico entre elas e abrangem febre alta, tosse, mal estar, dor de cabeça e ou garganta, falta de apetite e dores no corpo. Para as crianças, todas elas podem apresentar riscos dependendo da sazonalidade e faixa etária, sendo de maior intensidade e fatores agravantes o VSR. O diagnóstico é feito por meio de testes laboratoriais e também por avaliação presencial do paciente.
Os tratamentos podem ser paliativos (minimizar os sintomas) e ou com acompanhamento hospitalar (casos crônicos e comorbidades). Como alternativa, os pais podem melhorar a imunidade das crianças, especialmente para aquelas com entrada precoce na escola, antes dos dois anos.
A busca por hospitais deve ocorrer quando os pais perceberem sintomas como febre persistente (que não baixam com medicação), queda de estado geral da criança sem febre, dificuldade respiratória (cansaço, falta de ar, chiado no peito – respiração abdominal principalmente em lactentes jovens), falta de apetite (inapetência), tosse irritativa e contínua e vômito pós tosse.
A vacinação é muito importante em crianças e adultos, sobretudo nos grupos de risco (idosos, crianças, gestantes, imunossupressores e comorbidades), cujo são mais propensos ao contágio e para a evolução de outras enfermidades. A vacina contra a gripe é uma das ferramentas inibidoras do contágio e mesmo que a pessoa contraia o vírus, os sintomas serão mais brandos.
A prevenção é e sempre será a maneira mais eficaz de proteção contra quaisquer síndromes gripais. É importante manter a vacinação em dia (todas), realizar consultas periódicas com a pediatra ou pneumologista de costume, estimular o aleitamento materno (fonte de nutrientes e anticorpos naturais da mamãe para o bebê), evitar locais fechados, áreas com suspeita de surto, toque e troca de objetos pessoais, manter o controle de alergias respiratórias em crianças com história familiar de doenças similares (pais com bronquites na infância ou asma na fase adulta) e, se possível, postergar a ida da criança para a escola após os dois anos de idade. A lavagem constante e correta das mãos diminui consideravelmente as chances de contágio de quaisquer doenças virais.
Doenças e alergias são características desta estação, que precisa de alguns cuidados básicos
O outono é um período de temperatura variante com dias que podem ser mais quentes ou frios. A umidade do ar é baixa e pode causar ressecamento da mucosa nasal, além doenças alérgicas e respiratórias, especialmente em crianças menores de cinco anos, que sofrem mais e precisam de cuidados redobrados nesta época para garantirem dias alegres e noites saudáveis. Abaixo listei 10 dicas de como enfrentar o outono com saúde.
Saiba mais sobre o outono:
O início do outono acontece entre os dias 20 e 21 de março no Hemisfério Sul e trata-se de um período de transição do verão para o inverno. Tem como característica os dias serem mais curtos e as noites mais longas, baixa umidade do ar, nevoeiros pela manhã, incidência de ventos e variações climáticas consideráveis em um período curto de tempo, por exemplo, em um único dia a temperatura cair gradativamente ou dentro de uma mesma semana fazer calor e frio.
Dicas:
1) Ambientes:
Mantenha os locais arejados com as janelas abertas para renovação do ar e os ambientes limpos, preferencialmente com água e panos úmidos – evite vassouras, se possível, para não levantar pó. Evite acumulo de brinquedos e ou objetos no quarto e locais onde as crianças costumam ficar. Tapetes e cortinas podem ser retirados circulação para evitar alergias e doenças respiratórias. Evite ficar períodos longos em locais fechados (cinemas, shoppings, salões, etc.) com o propósito de evitar o contágio de doenças virais e bacterianas comuns do outono.
2) Higiene:
Recomenda-se que as crianças (e os adultos também) lavem as mãos com frequência para evitar contaminação e contágio de doenças respiratórias e gastrointestinais, especialmente após o uso do banheiro. Os brinquedos também merecem atenção, assim como os objetos de uso diário, devido a probabilidade de maior incidência de pó.
3) Vacinação:
Nesta época do ano é importante estar com todas as vacinas em dia, pois existem muitas doenças virais no ar e podem ser transmitidas e contagiar àqueles que ainda estão desprotegidos. Para quem pode, é essencial aderir à vacina da gripe – existe aplicação na rede pública para determinados públicos e na rede particular também, com custos variados.
4) Alimentação:
A base da imunologia do nosso corpo também está alicerçada na alimentação e, devido a isso, é importante manter refeições equilibradas para garantir uma saúde “de ferro’, especialmente para as crianças. Como dica, sugiro que os pais optem por alimentos orgânicos e saibam a procedência (se possível), evitem produtos industrializados e deem preferência por sucos naturais e ou água para hidratação do corpo. Lembre-se que estamos em período de clima mais frio e as crianças precisam se hidratar. Em dias com temperatura mais amena, opte por sopas e caldos com legumes, proteínas e verduras.
5) Roupas:
Como no outono existem variações climáticas, nunca sabemos ao certo como nos vestir no período de uma semana, por exemplo. Haverá dias que serão mais quentes e outros mais frios, ou ainda dias que mesclam as duas temperaturas. O mais importante é garantir vestes apropriadas para evitar exposição errada a qualquer um dos dois climas. Opte por materiais que não provoquem alergia nas crianças e as deixem confortáveis. Lembre-se: a beleza das roupas não é mais importante do que a segurança e comodidade.
6) Friagem:
Como dito antes, nos dias mais frios evite deixar a criança sem roupas apropriadas. Se necessário use luvas, cachecol e toucas para protegê-las melhor. Use filtro solar e hidratante todos os dias, pois são importantes para manter a pele hidratada. Para os lábios, opte por protetores adequados para cada faixa etária – solicite indicações da pediatra e ou especialista.
7) Na Escola (quando as aulas forem presenciais novamente):
Ao primeiro sinal de doença infectocontagiosa, não envie a criança para a escola. Caso tenha algum coleguinha que esteja doente e seu filho tenha tido contato direto, fale com o pediatra sobre como proceder. Também, recomende aos professores e cuidadores que se certifiquem das condições de higiene (pó) nos locais fechados e com os brinquedos compartilhados. Todo cuidado é pouco para evitar a proliferação de doencinhas.
8) Doenças:
As principais doenças que afligem as crianças nesta época do ano são as inflamatórias e alérgicas: asma, bronquiolite, bronquite, resfriado, gripe, laringite e pneumonia. Em todas essas enfermidades, o mais importante é perceber os primeiros sinais como, por exemplo, febre, calafrios, apatia e dores no corpo e falar com o pediatra de rotina e solicite consulta de avaliação o quanto antes. Procure o pronto socorro infantil somente nos últimos casos, quando não se pode falar com o médico e ou para uma emergência, pois a criança ficará exposta a outras doenças enquanto aguarda atendimento no PSI. Siga corretamente as indicações e recomendações de cuidados ofertados pelo médico e não se baseie em relatos de pessoas que vivenciaram situações similares. Cada criança é única e precisa de atendimento personalizado. O que funciona para uma criança pode não ser o recomendado para outras. Caso a criança já esteja doente e apresente sinais de febre, cansaço e apatia, além dos cuidados médicos, é importante deixá-la em repouso por alguns dias para sua reabilitação.
9) Automedicação:
Nunca automedique seu filho e filha mesmo que apresente sintomas similares a doenças que adquiriu antes. As bactérias são resistentes e ao medicar inapropriadamente uma criança ou adulto doente podemos, ao invés de curar, proporcionar o crescimento da doença e evolução para a superbactéria. Siga o protocolo indicado pelos especialistas, sobretudo pelo pediatra de rotina da criança, que já conhece o histórico do paciente, assim como reações alérgicas e outras possíveis reações.
10) Sem neurose:
Embora o outono seja um período de transição entre o verão e o inverno, com climas mesclados entre as duas estações, não podemos privar as nossas crianças de uma vida normal. Leve-as aos parques públicos em dias favoráveis, divirtam-se bastante e aproveite os cobertores nas noites mais frias para assistir um bom filme comendo pipoca! Bom outono para todos!