Hepatite A

A hepatite é uma doença viral e infectocontagiosa. Existem 5 tipos: ‘A’, ‘B’, ‘C’, ‘D’ e ‘E’. Porém, na infância, o tipo mais comum é a “A”, que é proveniente de bactérias vindas das fezes e sua transmissão se dá por meio oral-fecal, quando existe a possibilidade de uma criança ou adulto usar o banheiro e não lavar adequadamente as mãos, contaminar alimentos e objetos pela falta de higiene, assim como pela ingestão de água contaminada. 

É que pode ser transmitida de pessoa para pessoa, especialmente no grupo de bebês e crianças por compartilhamento de objetos e brinquedos que são levados à boca. Pode estar relacionada com condições sanitárias ruins (sem higiene) ou de baixa qualidade. Manter a higiene das mãos é fundamental para evitar o contágio.

Sintomas:

Entre os principais sintomas, que podem perdurar por duas semanas até dois meses, estão: vômito, dor abdominal, falta de apetite, febre e cansaço, além de pele e olhos com tons amarelados. A urina também pode apresentar um tom escurecido.

Os bebês e crianças são assintomáticas e a análise clinica é quase nula, sendo possível o diagnóstico apenas quando o médico solicita exames de sangue e ou há histórico familiar ou contaminação em massa (escola, creche, etc.) que levante suspeitas de primeiro momento.

Tratamento:

Para a hepatite do tipo “A” não existe tratamento específico. O pediatra avaliará as condições gerais da criança e possivelmente recomendará cuidados básicos de hidratação e alimentação, além de higiene contínua. Toda via, é importante manter repouso, alimentação adequada com pouca gordura e com ótimas condições de saneamento básico. Para as crianças, em geral, os alimentos são indicados conforme a sua aceitação, por exemplo, purê de batatas, sopinhas de legumes, entre outros.

A hepatite do tipo “A” é benigna, ou seja, não é agravante, mas provoca incômodos para as crianças. Mantenha a higiene em casa e as condições de saneamento básico adequadas, assim como evite locais duvidosos quanto ao manuseio de alimentos e água contaminada.

Ensine as crianças a lavarem as mãos com frequência e toda vez que vai ao banheiro, quando brinca e compartilha objetos com outras pessoas. Procure sempre a pediatra para receber orientações e dicas de saúde e bem-estar.

Dra. Gabriela Barboza Cunha
Médica – CRM SP 91435

Contatos: 11-3522- 5366 / 11-94555-8496
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
JCG Comunicação e MKT

Rotavírus


O Rotavírus é uma das principais causas de diarreia grave em bebês (lactantes), crianças e jovens. Conhecido também como gastroenterite, possui sete tipos diferentes, mas apenas três são possíveis de infectar o ser humano. Temido pelos pais é uma das enfermidades que requerem, de fato, cuidados especiais e imediatos por ser de fácil contágio e provocar desidratação rápida.

Crianças menores de dois anos são mais suscetíveis a doença e apresentarem episódios mais intensos, requerendo, em alguns casos acompanhamento hospitalar. Maiores de dois anos costumam ter menores desconfortos, mas também precisam de diagnóstico feito pelo médico pediatra. No Brasil já existe a vacina, que inclusive é aplicada na rede pública de saúde. 

Entre os principais sintomas estão: vômito seguido de desinteresse em comer e beber água; diarreia aguda, geralmente aquosa, com cheiro forte e ruim, sem sinais de muco e ou sangue; mal-estar e febre; dores no corpo e náusea; em casos severos, desidratação considerados mais graves e que precisam de cuidados imediatos e até hospitalares. Duram em média entre três a oito dias e tendem a sumir.

Vale dizer, ainda, que existem ocorrências em que a infecção não apresenta sinais e passa desapercebida – principalmente em adultos. Também, nos quadros moderados, dura alguns dias e regride. O diagnóstico se dá por meio de consulta presencial e quando necessário com exames laboratoriais devido apresentar sintomas semelhantes ao de outras doenças.

Antes de qualquer medicação é importante manter a criança hidratada para repor o liquido perdido nos episódios de diarreia e vômito. Ofereça água, soro (caseiro ou indicado pelo pediatra), suco natural e, no caso de lactantes, amamentação livre. O médico (a) que irá indicar medicação, caso seja necessário. 

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Síndrome Mão-Pé-Boca

Lavar as mãos e manter os objetos limpos é a melhor opção para evitar o contágio

Não é difícil olhar para uma criança e logo avistá-la com as mãos ou dedinhos na boca. Isso é comum, especialmente na fase oral (até os dois anos) e não tem nada de bonitinho ou fofo. Esse hábito, além de prejudicial para o desenvolvimento da arcada dentária, também contribui para a transmissão de muitas bactérias e doenças, entre algumas, a síndrome mão-pé-boca (SMPB), também conhecida como doença mão-pé-boca, comum na infância e rara em adultos. 


Diferente de estomatite, essa doença vem do vírus Coxsackie, um nome difícil de pronunciar, mas que é extremamente contagioso e infectante, especialmente nas crianças menores de cinco anos de idade. O vírus entra no corpo por meio da transmissão fecal-oral, ou seja, ingestão pelas mãos sujas, alimentos não lavados e ou cozidos inapropriadamente que tiveram contato com fezes contaminadas.


Vale lembrar que é comum, dentro da cultura popular, ouvir falar que é bom deixar as crianças criarem anticorpos para melhorar a imunidade e aí entram os palpites das tias, avós e terceiros dizendo que não faz mal a criança lamber um brinquedo não lavado ou colocar a mão na boca para fortalecer o organismo. Isso é mito e falta de higiene. Entenda melhor:


O que é a Síndrome Mão-Pé-Boca: 

Conhecido como vírus de Coxsackie ou Coxsackievirus, pertence à família dos enterovirus – presentes no intestino – e é de fácil contágio e perigoso, especialmente em bebês recém-nascidos, podendo infectar as vias respiratórias, pele, unha, olhos, meninge, coração, pâncreas, fígado e bexiga.  


Contágio: 

A doença mão-pé-boca é mais comum durante as estações da primavera e outono, mas pode ocorrer em outros períodos também. A transmissão acontece de pessoa para pessoa, no compartilhamento de objetos e alimentos que tiveram contato com o vírus. Após a contaminação, a incubação pode variar entre um a sete dias para o início dos sintomas, que duram em média de cinco a sete dias. É mais comum nas crianças porque, em geral, brincam, vão ao banheiro e esquecem de lavar as mãos ou realizam de maneira superficial, mantendo os vírus fecais que são transportados para a boca, olhos, brinquedos e alimentos.


Sintomas: 

No início, os sintomas são muito parecidos com um resfriado, com febre alta por 2 a 4 dias, mal-estar, falta de apetite, náuseas e até diarreia. Os gânglios ficam inchados e aparecem bolhas vermelhas com centro esbranquiçado (que provocam dor) na garganta, gengiva, língua, palmas das mãos e nas solas dos pés, por isso o nome da síndrome: mão-pé-boca. Há casos que abrange também o bumbum e as genitálias. 


Tratamento: 

É importante levar a criança para avaliação presencial com o pediatra e para esclarecer possíveis dúvidas. Como se trata de uma doença sintomática o médico deve prescrever medicamentos para o alívio dos sintomas (que são bem característicos) e diminuir os incômodos provocados pela doença. É importante manter a higiene da criança, dos objetos e dos alimentos para evitar o surto e, também, oferecer bastante liquido (água e sucos naturais) para hidratação, repouso e alimentação leve. Da mesma maneira em que a doença surge, ela desaparece, pois trata-se de um quadro autolimitado, em que a defesa do organismo a combate sozinha.


Dicas: 

Se a criança apresentar alguns dos sintomas é importante evitar o contato dela direto com outras crianças – seja na escola, na família ou ambientes em que compartilha com outras. Manter os brinquedos e objetos limpos (de tato diário) é importante para evitar a contaminação. Ensine a criança a lavar as mãos com frequência, não somente antes das refeições, pois é comum elas levarem os dedinhos até a boca e olhos. Manter a atenção sobre os cuidados básicos dos pequenos e pequenas é garantir a saúde de todos, pois quando um filho adoece, a mãe (geralmente) adoece junto por não poder contribuir para minimizar as dores e incômodos provocados pela síndrome. 

Dra. Gabriela Barboza Cunha
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