
Quando a criança acorda aos gritos e os pais não conseguem acordá-la, possivelmente trata-se de uma crise
Existem muitos fatores que propiciam as crises de ‘terror noturno” e são possíveis de identificar como, por exemplo, dormir em ambientes não familiares, situações de febre, estresse, cansaço, privação do sono (demora muito para dormir), barulho e iluminação em excesso ou escuridão (para crianças que tem medo). Também há casos de problemas de saúde associados que interferem na qualidade do sono e provocam o distúrbio como enxaqueca, medicações (efeitos colaterais – neste caso avise o médico imediatamente), apneia do sono, síndrome das pernas inquietas e trauma de crânio (batida).O ambiente familiar é muito importante para que a criança se sinta segura, amada e protegida de possíveis medos. Também, sintomas como sonolência diurna, dificuldade em atividades regulares, falta de atenção na escola e até nota baixas podem ser sinais de possíveis crises e ou as causas delas.
COMO TRATAR OU SABER LIDAR:
As crises de “terror noturno” podem acontecer de uma hora para outra, com ou sem precedentes (episódios anteriores). Quando acontece, pega a todos de surpresa e, em muitos momentos, ficamos sem saber o que fazer. Felizmente, não é uma doença e tão pouco precisa de tratamento. Em geral, manter o quarto ou o ambiente em que a criança dorme em um local seguro, aconchegante e harmonioso para ela, fará com que se sinta mais tranquila (inconscientemente) evitando uma futura crise.
No entanto, se a criança apresentar repetidas séries e ou atitudes mais graves que a colocam em risco e seus familiares, vale a pena procurar um (a) médico (a) especialista para receber melhor orientação. Rotineiramente confundido com pesadelos, o “terror noturno” não é igual a ter sonhos ruins. Como disse, a criança que sofre deste mal, não acorda e não fica consciente durante a crise, mesmo que fale e gesticule. Já nos episódios de pesadelos, a criança acorda, conta o que sonhou (mesmo que chorando), muitas vezes em detalhes, e esses episódios costumam acontecer na segunda metade do sono (quando inicia o estágio do sono dos sonhos).
Da mesma maneira, não se pode confundir com o despertar confusional, em que a criança acorda e apresenta confusão mental enquanto está na cama, mas não sente medo, terror, taquicardia, suor ou vontade de sair da cama em desespero. Em episódios de “terror noturno” o melhor a se fazer é tentar acalmar a criança (mesmo que ela não aceite e entenda), falar calmamente com ela e esperar. Gritar, entrar em pânico (junto com ela) e ou sacudir a criança não é indicado, pois pode piorar a crise e eventualmente machucar.
DICAS IMPORTANTES:
Manter uma rotina regular e com qualidade para a criança é fundamental. A alimentação deve ser balanceada, se possível manter atividades físicas diariamente (indicadas para cada faixa etária) – que ajuda a controlar a ansiedade e o estresse, dormir cedo e dentro de um determinado horário todos os dias para acostumar o corpo e a mente de que chegou o momento de descansar, além de evitar eletrônicos no quarto como televisão, celulares, computadores, tablets e games.
Não esqueça, principalmente, de comentar sobre este tema com a pediatra, caso seus filhos apresentem sintomas.
Dra. Gabriela Barboza Cunha
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Contribuição textual: jornalista Carina Gonçalves – MTB: 48326
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